SINAL – CAMPANHA SALARIAL 2005
QUADRO COMPARATIVO
RESPOSTAS DO BACEN E GOVERNO À PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DOS SERVIDORES
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Pauta de reivindicações |
Resposta do BC em 16.06.2005 |
Resposta do Governo em 30.06.2005 |
1) Valorização do PASBC:
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a) aporte de recursos, como acordado na negociação salarial de 2004, com saneamento do PASBC, controle e fiscalização regular sobre o uso de seus recursos por parte dos prestadores e beneficiários; |
O Banco está disposto a continuar a cobrir os déficits do Programa por decisão da atual Diretoria de Administração. |
Miriam de Oliveira lembra que o rateio não foi efetuado e nem regulamento modificado porque há um GT trabalhando para oferecer uma proposta. Quanto à mudança no parágrafo 3º da Lei 9.650 (caso do termo “deverá”, em vez de “poderá”), o Banco não tem nada o opor. Wladimir Nepomuceno diz que a leitura do verbo deve ser feita analisando-se sua inserção no contexto do artigo e não isoladamente. A Chefe do Depes informa que o Banco está reformulando o programa para que não haja déficits estruturais. |
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b) qualificação do gerenciamento do programa; |
O Banco tem proposta de qualificação gerencial e o Sindicato será informado sobre seus avanços. Os Gerentes Administrativos serão chamados a um maior envolvimento com o gerenciamento do Programa. |
Item não discutido. |
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c) credenciamento de prestadores de serviço em todo o território nacional; |
Ver item “i” |
Item não discutido. |
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d) promoção de Medicina Preventiva e hábitos saudáveis de vida, para otimizar recursos; |
Os exames periódicos serão de dois em dois anos; os específicos, anualmente. |
Item não discutido. |
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e) alteração do § 2º do art. 15 da lei 9.650, de 27 de maio de 1998, que passa a ter a seguinte redação: "Na ocorrência de déficit no sistema de que trata o caput deste artigo, o Banco Central do Brasil deverá utilizar fonte de recursos disponível para sua cobertura"; |
Banco diz que a mudança foi a conseguida com a Casa Civil. Fala que no voto que cobriu o déficit foi apontada fonte própria de recursos (fonte 250).
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Ver resposta ao item “a” |
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f) revogação do artigo 24 do regulamento do PASBC. Esse artigo trata dos percentuais de auxílio que o PASBC assegura a seus beneficiários (observados como limite os valores fixados nas tabelas do Programa e nas normas complementares) em cada evento; |
Sem resposta específica. |
Ver resposta ao item “a” |
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g) inclusão nos exames periódicos de tratamentos odontológico e oftalmológico; |
Banco diz não ser possível a inclusão de exames odontológicos; no caso do exame oftalmológico, é boa idéia e será incluído no próximo exame geral. |
Item não discutido. |
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h) implementação do pagamento de insalubridade nos locais de sua já comprovada existência, com retroatividade à data do laudo; |
O Banco afirma não haver dependências insalubres no Banco Central, de acordo com fiscais do Ministério do Trabalho. |
Item não discutido. |
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i) viabilização de convênio com a CASSI para ampliação do atendimento a um maior número de cidades. |
O convênio com a CASSI está em fase final de discussão. O problema atual é a taxa de administração, que ficaria em 10%. |
Item não discutido. |
2) Reajuste Linear de 57,64%, conforme se segue:
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a) reposição de 31,13%, referentes à inflação de junho/1998 a dezembro/2002, descontados os reajustes de 3,5% e de 1%, concedidos no período; |
O Banco diz ser esta uma questão a ser discutida na MNNP ou na Mesa Setorial. Afirma que a Mesa Nacional não deverá propor reajuste de salário. |
Os ítens 2, 3, 4-c deverão ir para a negociação geral. O Banco afirma que a posição do Governo, colocada na MNNP, é de não discutir nada que impacte o Orçamento em 2005, além de não ser postura deste Governo a concessão de reajuste linear. Aduz que o Governo está levantando dados para poder, em agosto ou setembro, negociar tendo o orçamento por base. Para 2005, não há como negociar. A negociação é para 2006. |
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b) reposição de 15% referentes ao período 2003/2004, como concedido aos servidores do Congresso Nacional; |
idem |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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c) reposição das perdas salariais, objeto dos 13 compromissos do governo na campanha eleitoral de 2002; |
idem |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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d) retroação, a abril de 2005, da implementação do acordado. |
idem |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
3) Alterações no PCS:
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a) amplitude de 50% entre o menor e o maior salário e percentuais fixos entre padrões e níveis; |
O Banco está propondo uma nova configuração para a carreira do BACEN e convida o Sindicato para integrar o GT. |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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b) não-aceitação de GD no PCS, nem na negociação salarial; |
O Banco é totalmente a favor |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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c) manutenção da paridade entre ativos, inativos e pensionistas; |
O Banco é totalmente a favor |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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d) não-exclusão do Banco Central dos reajustes gerais concedidos aos servidores públicos; |
O Banco é totalmente a favor |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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e) realinhamento do PCS do BACEN com as melhores carreiras do setor público federal (exemplos: Receita Federal e Tribunal de Contas); |
O Banco é totalmente a favor |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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f) a GABC passa a equivaler a 115% do valor do maior VB da categoria, assim composta: i. 75%, equivalentes à correção do percentual da atual GABC; |
O Banco apresentará proposta para discussão e disponibilizará o arquivo para o cálculo do impacto orçamentário até o dia 23.06.2005. OBS.: O Banco afirma que não tem posição e não assume compromissos sobre ítens que gerem impacto financeiro. |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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g) (*) GABC de 75% sobre o maior VB, unificada para todos os níveis; |
O Banco apresentará proposta para discussão. |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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h) (*) incorporação da GABC/AE, no percentual de 10% sobre o maior VB, à GABC; |
O Banco apresentará proposta para discussão. O Presidente Nacional do SINAL cobra o compromisso de criação de 450 AEs para este ano. O Banco tenta minimizar dizendo que o compromisso era de 1.000 AE’s, e que foi cumprido. Para isso foi feito um trabalho de extensão da Lei. Diz que o orçamento de 2005 foi votado antes da assinatura do acordo, não havendo previsão orçamentária para poder viabilizar novos AEs para este ano. Informa que para o Orçamento de 2006 já existe previsão orçamentária para criação de novos AEs. |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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i) (*) incorporação da GQ, no percentual de 30% sobre o maior VB, à GABC); |
O Banco apresentará proposta para discussão mas afirma que é contra a incorporação da GQ, por entender que esta é a melhor forma de diferenciar os servidores que se qualificam. |
Miriam de Oliveira disse que o Banco é contra a concessão generalizada; que, originariamente, a GQ era concedida por critérios que visavam à diferenciação dos servidores, dritérios que foram deturpados ao longo do tempo. Pergunta se é correto que a GQ seja estendida para todos, em detrimento de ser um diferencial para a formação e especialização. Wladimir Nepomuceno diz que a GQ não é só do Banco Central. Afirma que não há acordo sobre o fato de ela ser concedida apenas pela aquisição de título. Acha que deve ser uma remuneração pela atividade exercida. Miriam de Oliveira afirma que a diretoria não concorda com a concessão de GQ para todos, e sim que ela permaneça como diferencial por especialização. Nepomuceno fala que os critérios é que devem ser discutidos, para aprimorar o processo, e que o regulamento do Banco não é tão restritivo quanto o de outras carreiras. Acha a GQ não deve ser concedida genericamente, e sim ser um diferencial de vencimento por execução do serviço. A discussão sobre o tema deve ser atualizada. A generalização se dá no VB: qualificação é outra coisa. |
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j) incorporação dos R$ 59,00 (Lei 10.698) ao VB; |
O Banco é totalmente a favor e diz que deve ser discutido na MNNP. |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
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k) reenquadramento dos servidores que prestaram concursos até 2000 inclusive (para que todos tenham condições de atingir, em 12 anos, o nível máximo da carreira previsto no PCS), em consonância com o disposto na Portaria BCB nº 26.733/2004. |
O Banco apresentará proposta para discussão. |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
(*) Observação: as alíneas g, h e i estão contempladas na alínea f e serão aglutinadas.
4) Valorização e Reestruturação do Cargo de Técnico do Banco Central:
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a) reavaliação das atribuições do cargo de técnico; |
O Banco acha que as atribuições devem ser genéricas na Lei e específicas no MSP. |
Wladimir Nepomuceno informou já ter havido acertos entre o Governo e o Banco quanto aos encaminhamentos do acordado. No caso das atribuições do cargo, não devem ser explicitadas na Lei. A explicitação deve ser em documento supra-legal, mais fácil de ser atualizado. Miriam de Oliveira esclarece ser essa também a visão do Banco. O próximo edital já será divulgado com a exigência de graduação para o ingresso no cargo. Concorda que na Lei devem constar as diretrizes, e em decreto as particularidades, à semelhança do que ocorre com os Técnicos da Receita. |
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b) exigência de nível superior de escolaridade no concurso para técnicos; |
O Banco não tem nenhuma restrição a que o concurso de ingresso se dê com essa exigência. |
Wladimir Nepomuceno afirma que não há problema quanto à exigência de nível superior para ingresso no cargo, e que isto não significa que o cargo seja transformado em cargo de nível superior: o cargo continuaria de nível médio. O fato da exigência de graduação não eleva o cargo para o nível superior e não supõe mexer na tabela. Esta exigência é o primeiro passo para, no futuro, elevar o cargo ao nível superior. |
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c) salário dos técnicos em no mínimo 70% do salário dos analistas. |
O Banco diz que esse percentual deve ser conseguido na Mesa de Negociação. Esclarece que a exigência de nível superior no concurso de ingresso já foi objeto de acerto entre o Banco Central e a Secretaria de RH do MPOG; a Casa Civil é que é contra, por conta dos casos antecedentes da Receita e Polícia Federal. |
Ver resposta ao item 2 “a”. |
5) Correlação dos Valores Atualmente Vigentes Referentes a:
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– Diárias e indenização de transporte; |
Assunto para a Mesa Setorial. O Banco não tem nenhuma restrição à elevação das verbas. Informa já haver encaminhado, por diversas vezes, proposta de majoração à SRH do MPOG. Fala que a insalubridade já foi discutida junto com o PASBC. Afirmou que o próprio Presidente do Banco já enviou correspondência para o Ministro do Planejamento propondo aumento das verbas. Com relação à hora/aula, está definida em decreto e se tiver que ser modificado o critério de pagamento será mais fácil fazer a adequação. |
Wladimir Nepomuceno: a) quanto às diárias e indenização de transporte, estão sendo revistos, inclusive com proposta de legislação sobre a matéria – serão revistos para cima; b) quanto ao Auxílio-alimentação, o Governo não tem controle sobre o valor do Legislativo: lá, o valor é usado como salário indireto. O Governo vem aumentando paulatinamente nos últimos anos e a idéia é continuar com pequenos aumentos durante todos os anos: a previsão de que haja um aumento em torno de 18 à 20% ainda este ano. A idéia é rever os critérios de composição do auxílio; c) quanto ao Auxílio Pré-escolar, o governo esta reavaliando os critérios e levantando dados, para saber a situação atual e ter uma idéia mais precisa para,no próximo período, já haver alguma coisa; d) quanto ao Adicional de Insalubridade, o Presidente da República vai lançar, em agosto, Programa de Saúde Ocupacional do Servidor, com quatro projetos pilotos em quatro cidades – Rio, Recife, Florianópolis e Brasília. Consta do Programa a centralização das perícias médicas. Os laudos de insalubridade serão feitos por atividade, por amostragem e dependendo da demanda. A página do CONAPREV tem os critérios do projet; e) sobre Auxílio Transporte, o Governo está revendo a normatização do auxílio, estudando a redefinição das regras e conceitos de transporte coletivo; é preciso rever a forma de concessão. Não se tem definido, mas vai ser apresentada alguma coisa ainda este ano; f) quanto à hora-aula, o Governo não tem nada fechado. Está trabalhando alterações da Lei 8.112 para as escolas de Governo. (neste ponto, Miriam de Oliveira esclarece que, no caso do Banco, a hora-aula é calculada pela vinculação ao VB. Pede a Nepomuceno que o que for apreciado seja estendido ao BC). A proposta de mudança na Lei viabilizaria a rapidez na discussão do assunto e a resolução da pendência. Tem-se a idéia de algo em torno de R$ 150,00 para a hora/aula nas escolas do governo, a referência para ela será o salário de professor universitário, e não há como definir prazo. A mudança da Lei vai facilitar na mudança do decreto; vai analisar o caso do Banco, já que tem que mudar o critério das escolas de Governo. |
6) Cláusulas Não-Econômicas:
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a) criação de espaços coletivos para utilização dos servidores; |
O Banco Central está trabalhando para viabilizar os espaços nos edifícios-sede. Os de BH e Fortaleza estão em andamento e devem ser inaugurados em 2005. Esta é uma das doze ações do PQV. O Relatório de Situação está disponível na Intranet. No Rio, o espaço já está funcionando. Em Brasília e São Paulo, inauguram em 2006. |
Item não discutido por ser de competência do Banco. |
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b) redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução dos proventos, e posterior flexibilização de horário; |
A saída seria mudar o decreto. O Banco não dispõe de instrumento para medir a produtividade nem autonomia para fazer concurso. O Banco propõe flexibilização com banco de horas, sem abrir mão de controle. No Banco não existem instrumentos de mensuração e o público interno é contra instrumentos de controle. O Banco só pode ser parceiro nesse assunto se houver garantias de continuidade de mão de obra através de concurso. A jornada de 30 horas não é prioridade do Banco, e sim a sua flexibilização. O BC deixou evidente que deverá haver algum tipo de controle, e vincula a redução de jornada ao incremento de mão de obra através de concurso. Afirma que 99% dos gerentes querem o controle informatizado para gestão dos servidores, e o Banco pretende fazer experiências antes da implantação da forma definitiva. Independentemente de flexibilização de horário, haverá controle de acesso em todos os prédios do Banco Central. |
Wladimir Nepomuceno diz que não há chance de se mexer na jornada, porque seria necessário mudar a Lei 8112, cujos efeitos se estenderiam a todos. Relata que há resistências no governo e que a jornada pode ser flexibilizada em determinadas áreas por decreto desde que comprovada efetivamente a possibilidade de uma jornada de 6 horas. O decreto pode ser o possível para algumas atividades. Solicita informações do SINAL sobre a justificativa da possibilidade de se fazer redução no BC sem mudança na Lei. |
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