O QUE ACONTECEU NA ASSEMBLÉIA DE BRASÍLIA, ONTEM?
A assembléia de Brasília decidiu, ontem à tarde:
1) não realizar o nosso ato em conjunto, ou seja, que a manifestação programada é dos servidores do Banco Central;
2) adiar a manifestação no Palácio do Planalto para quarta-feira às 10h.
Porque a mudança? O que aconteceu em Brasília?
A Assembléia foi surpreendida com a notícia trazida pelos outros sindicatos e divulgada no Boletim do Sindsep-DF de que “diversas categorias e entidades de servidores em greve” realizariam ato hoje a partir das 9h em frente ao Palácio do Planalto.
Vários questionamentos foram levantados e os representantes do Sindsep-DF se viram instados a se explicar. E o fizeram, no que foram acompanhados pelo Sintbacen, na defesa da realização do ato em conjunto.
O Sinal manifestou-se nos seguintes termos na Assembléia de ontem:
SINAL: O SINDICATO QUE NÃO TENTA ENROLAR A CATEGORIA.
– Lembramos que houve um enorme esforço para convergir todos para a greve iniciada por Brasília, quando o SINAL Nacional recomendou às regionais que revissem seus indicativos de greve. Dando mais um sinal nessa necessária unidade da categoria, o Sinal fez uma reunião extraordinária do Conselho Nacional, horas antes desta assembléia, indicando que as Regionais enviassem representantes ao ato público programado, decisão essa que foi seguida até por representações em dificuldade financeira, o que mostra o empenho de todos diante da importância dessa manifestação;
– Dissemos a todos que não havia certeza quanto ao ânimo das pessoas quando soubessem dessa “coincidência” de última hora, o que pareceria falta de transparência na condução do movimento. Alertamos, ainda, que se cometeram erros nesta Campanha, mas que agora estamos no momento mais decisivo do processo, em que cada atitude tem que ser bem pensada para não se colocar em risco a mobilização alcançada;
– Expressamos o respeito que o Sinal devota à luta dos demais servidores públicos, e lembramos que fizemos opção por uma campanha própria, o que não nos impede de atuar conjuntamente quando temos objetivos comuns, como temos feito na Mesa Nacional, na Cnesf e agora no Movimento Em Defesa do Estado Brasileiro;
– Lembramos que logo no início da campanha estivemos juntos em vários encontros de servidores, mas que muitas das outras entidades preferiram adotar um discurso que, no nosso entendimento, não tinha nada a ver com o mandato que recebemos da nossa categoria. Enquanto nós preferimos focar nossa atuação em torno da pauta que a categoria nos deu para negociar com o governo, muitos preferiram priorizar discussões sobre o modelo de estado, a destinação do superavit primário, a presença das tropas brasileiras no Haiti, a Alca, o FMI, a revolução bolivariana, etc. Acreditamos que tal discussão extrapola o mandato dado pela categoria e deve ser travada nos fóruns adequados. O SINAL foca sua atuação na defesa intransigente dos interesses da categoria de servidores do BC;
– Alertamos, adicionalmente, que qualquer movimento conjunto deve ser discutido com antecedência e não em cima da hora, quando colegas de diversas regionais estavam embarcando para o evento, sem saber a sua real natureza. Sem falar no aspecto financeiro: custa caro e sai do bolso de cada um dos filiados o gasto com passagens aéreas e estadia;
– Propusemos o “descolamento” em relação ao ato das demais categorias. O SINAL apoiou, também, a sua realização no dia seguinte (quarta-feira), e assumiu a responsabilidade pelo custeio adicional da manutenção dos colegas que se deslocaram das regionais para o ato. O funcionalismo apoiou por grande maioria a nossa proposta.
TODOS À MANIFESTAÇÃO, COBRANDO DO GOVERNO O CUMPRIMENTO DO ACORDO FIRMADO EM 20/10/2005.
MP JÁ!!!

