Críticas: o governo Lula está fazendo por merecer
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a MP não corresponde, como deveria num acordo estabelecido entre as partes, ao que ficara acertado;
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a demora na assinatura da MP foi altamente desgastante, desnecessária, e demonstrou o descaso do governo com o funcionalismo do Executivo;
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a inclusão de outras carreiras, na MP que trata do acordo do BC, aumenta as dificuldades de se fazer qualquer modificação no texto;
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as novas ameaças de corte de direitos adquiridos, feitas por Tarso Genro em recente entrevista, merecem veemente repúdio e mais desconfiança e temor, já que o presidente Lula é candidato à reeleição;
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há uma política podre em curso: o nivelamento, por baixo, do próprio serviço público, com aviltamento de salários, encolhimento de setores essenciais e aparelhamento da máquina estatal. Anunciou-se, dias atrás, uma “equiparação”, ainda neste governo, dos planos de carreira dos três poderes – Judiciário, Legislativo e Executivo (este último o mais prejudicado, financeiramente, nos últimos dez anos). Que reforma poderá sair de um projeto atabalhoado, feito às vésperas da data-limite do governo em ano eleitoral?

