Edição 70 - 11/07/2006

Sr. Meirelles, chega de omissão: defenda os interesses dos servidores do BC!

Nos últimos dias, soube-se que, por acomodação ou omissão do sr. Meirelles (e da diretoria do BC), o nosso reajuste salarial ficou aquém dos reajustes dados aos servidores do Ciclo de Gestão e de outras carreiras. Na nossa campanha salarial de 2005/2006, o governo impôs limites na negociação, com a aquiescência de Meirelles e de toda a diretoria, afirmando que não havia mais recursos para reajustes maiores e que as carreiras similares do Executivo Federal não teriam reajustes superiores a 5%

 Ledo engano! Havia, sim, mais recursos e os servidores do Ciclo de Gestão tiveram um reajuste de 20% em 2006, a ser complementado com 3 parcelas de 4% (em 2007, 2008 e 2009). Portanto, o que os servidores do BC querem é empenho concreto (não promessas) do sr. Meirelles no sentido de arrancar do governo um reajuste complementar para os servidores do BC, os quais não podem ser tratados como “de terceira categoria".

Outra vítima da omissão de Meirelles: o PASBC-RJ.

Para atender a uma exigência (descabida) do sr. Meirelles, a ADRJA teve que ceder a comissão de coordenador da Copes-2 (que tratava do PASBC) para a recém criada Gerência Técnica de Segurança no Rio de Janeiro (Gerse-RJ). Com isso, a Copes-2 foi absorvida pela coordenadoria da Copes-1. Conclusão: desmantelaram a já combalida área que cuidava da saúde para fortalecer a segurança pessoal do sr. Meirelles.

 Este problema acontece exatamente na época em que o BC defende o discurso de valorização e preservação de nosso plano de saúde (com a criação da paridade), apregoando o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e adequação dos procedimentos às práticas do mercado dos planos de autogestão. Mas quem vai cuidar dos mecanismos de controle e zelar pela saúde das contas se a estrutura já precária do PASBC-RJ ficou pior ainda? O novo setor de segurança? Ou o Meirelles?

 

É mais um desserviço da administração do banco ao nosso programa de saúde e a seus assistidos. Principalmente por esse desmantelamento estar acontecendo no Rio de Janeiro, que é justamente a regional que concentra a maior quantidade de aposentados e, conseqüentemente, o maior volume de processamento de guias e de pagamentos.

 O curioso é que, na MP 295/2006, já haviam sido criadas funções comissionadas para contemplar o novo setor de segurança. Por que então precisaram retirar ainda mais comissões da ADRJA? A única explicação possível é, novamente, a omissão de Meirelles, pois ele é o mais interessado na implementação do novo setor de segurança, mas sequer se preocupa em preservar outros setores importantes do BC. Lamentável!

 SINAL-RJ

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