Edição 91 - 06/11/2006

RECOMPOSIÇÃO JÁ! A PALAVRA ESTÁ COM A DIRETORIA DO BC

 Definida a eleição presidencial é hora de buscarmos junto ao governo LULA e a atual diretoria do BC o resgate dos compromissos assumidos em mesa de negociação, em relação à equiparação dos salários dos servidores do BC aos salários dos demais servidores da Receita Federal e do Ciclo de Gestão.

Sabemos que no atual momento tanto o presidente Meirelles quanto os demais diretores da casa estão bem envolvidos na busca da continuidade de suas propostas de trabalho, o que é natural, e, até mesmo de suas respectivas permanências nos cargos, o que é humano.

Entretanto, não podemos admitir que lhes faltem o necessário tempo e o devido empenho para bem- resolver o problema das diferenças salarial dos servidores do BC, resultantes de uma campanha salarial inconclusa, em que prevaleceram as limitações orçamentárias somente para nós, servidores do Banco Central.

Esperamos que desta vez, aprendendo a lição anterior, os mesmos diretores que negociaram com os sindicatos em nome do governo não sejam tão crédulos das argumentações que lhes serão passadas e nem mais realistas do que o próprio rei.

É preciso que na construção de uma nova proposta que está sendo elaborada pelo BC não estejamos limitados por paradigmas preconceitosos e já ultrapassados que não levam em consideração as especificidades das atividades desenvolvidas pelo BC, bem como as distorções e injustiças existentes em nossa carreira, resultantes da falta de oportunidades e de recursos orçamentários.

É preciso que saibam que os gestores públicos já estão se articulando para transformar em "à vista" o reajuste escalonado que lhes asseguraram.Também, devem saber que em breve existirão conversas entre o Ministério da Fazenda e a Secretaria da Receita Federal para rever os salários de final de carreira daquele grupamento.

Enfim, é preciso que tenham a consciência da oportunidade que se lhes apresenta e da grande expectativa que o corpo funcional tem de uma solução digna para todos.

Relembrando os acontecimentos

Como todos sabem, não fomos contemplados, no primeiro momento, com o mesmo reajuste dado às demais categorias, visto que nossa MP já tramitava no Congresso quando o governo resolveu modificar sua política de reajustes para os servidores públicos.

Assim, ficamos credores do Governo, não só pelo seu compromisso assumido em mesa de negociação – de que a Receita Federal seria nosso paradigma em termos salariais – como também pelo fato concreto de as demais categorias (Ciclo de Gestão, CVM, Susep, etc.) já terem sido contempladas com o mesmo índice da RF (35%, aproximadamente), embora parte escalonada no mes de janeiro dos anos de 2007, 2008 e 2009 (4% em cada ano).

O fato é que não podemos continuar a receber o tratamento salarial de servidores de "terceira categoria". O justíssimo acerto, para nós do Bacen, que não pôde ser incluido em emenda na MP 295 está prometido, pelo governo, para janeiro/2007 quando finda a restrição da Lei eleitoral.

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