PF x governo: prossegue o impasse
Sem acordo na reunião de ontem, 8 de maio, os policiais federais já marcaram novas paralisações para 22, 23 e 24 de maio.
O pleito da PF gira em torno do pagamento da segunda parcela de reajuste de seus salários. Ainda havia 60% a serem pagos, dos quais 30% em dezembro do ano passado.
Os representantes sindicais propuseram ao governo que dividisse esse pagamento em 3 vezes: janeiro (retroativamente) e junho de 2007 e janeiro de 2008.
Sérgio Mendonça, Secretário do MPOG, repetiu um jargão nosso conhecido, dizendo que o governo está aberto a negociar, mas o orçamento não permite pagar os policiais da forma pleiteada: propôs dividir o percentual entre 2008 e 2010.
Insatisfeitos, os representantes de todas as categorias da PF que se encontravam à Mesa recusaram essa forma de pagamento.
Assembléias serão realizadas nos próximos dias para definir os rumos do movimento, apesar de já estar marcada a paralisação de 22 a 23/05. Os policiais informaram, inclusive, que não pararam nos dias 6 e 7 deste mês em respeito à visita do Papa, que chega hoje ao Brasil.
O Secretário de Recursos Humanos do MPOG também acenou com as limitações do PAC. Disse que a tentativa do governo é "compatibilizar as diversas negociações com os servidores públicos e os realinhamentos dentro de tabelas compatíveis com os objetivos do Programa". Afirmou que, como existe um teto para a expansão das despesas com pessoal, não poderia "formular proposta em particular para a Polícia Federal".
Deverá acontecer, na próxima segunda-feira, um novo encontro de Sérgio Mendonça com a PF.
(Extraído de texto de Lourenço Canuto, da Agência Brasil)

