Acordar do pesadelo e ir à luta
Em novembro de 2002, Lula j eleito, o SINAL, diante da
intransigˆncia da dire‡Æo do BC em negociar, e respeitando a vontade da maioria,
trabalhou pela derrubada da MP 45, obtendo o compromisso pol¡tico da entÆo
oposi‡Æo, sobretudo do PT, de que nossa situa‡Æo salarial seria equacionada
ainda no in¡cio de 2003.
Constru¡mos, em conjunto com os demais sindicatos e a atual
dire‡Æo do BC – que, contrariamente … anterior, disp“s-se a ouvir nossas
reivindica‡äes – uma proposta de PCS, posteriormente aprovada pela quase
unanimidade da categoria. O PCS foi, entÆo, enviado para avalia‡Æo do governo.
Passados X dias, jaz im¢vel na gaveta de algum burocrata do MOG, sem qualquer
perspectiva de aprecia‡Æo.
certo que o SINAL nÆo tem preferˆncia partid ria. Os
funcion rios do BC, como a maioria dos servidores p£blicos, no entanto, votaram
em Lula para Presidente do Brasil. NÆo temos a pretensÆo de esgotar os motivos
que os levaram a tal op‡Æo, mas temos a certeza que pesaram muito as hist¢ricas
promessas de fortalecimento do Estado e de reconhecimento e valoriza‡Æo do
servidor p£blico.
Imagino que a imensa maioria de n¢s nÆo esperava o
atendimento imediato …s nossas reivindica‡äes, ou a solu‡Æo definitiva dos
nossos problemas, sobretudo financeiros. Mas ningu‚m sequer cogitava o
tratamento de "pavor" e "choque" aplicado aos servidores do BC, nem a incr¡vel e
oportuna mudan‡a do discurso do PT ao assumir o governo, contrariando d‚cadas de
compromisso com o funcionalismo.
A lista de decisäes contra os servidores do BC ‚
impressionante:
1) reposi‡Æo linear de 1% mais abono de R$ 59 e qualquer
coisa, com direito a ver o Ministro Mantega anunciar o aumento " COM
SATISFAۂO";
2) quebra do compromisso, assumido pelo agora
Presidente da Cƒmara dos Deputados, JOÇO PAULO CUNHA (PT/SP), de aprovar o
PDL do Plano Bresser;
3) proposta de reforma da Previdˆncia que desrespeita
direitos adquiridos, nÆo prevˆ regra de transi‡Æo e estabelece c lculo de
benef¡cio extremamente desvantajoso ao servidor, entre outros descalabros e
injusti‡as, tornando-nos saudosos da reforma proposta por FHC;
4) total falta de vontade pol¡tica em aprovar nosso PCS;
5) corte e contingenciamento das verbas de custeio do BC.
O funcionalismo precisa fazer uma escolha muito importante:
ou aceita o desmonte da institui‡Æo, ou ACORDA DO PESADELO E VAI · LUTA !
Dependemos, mais do que nunca, da uniÆo e da for‡a que j
mostramos em outras ocasiäes.
Precisamos dizer "nÆo" a um governo que, al‚m de
tornar insuport vel nosso presente, pretende seqestrar nosso futuro ao
inviabilizar a aposentadoria decente.
Estamos lan‡ando HOJE a campanha "CHEGA DE DESMONTE – PCS
Jµ", que marca a retomada das manifesta‡äes no BC. Vamos come‡ar a virar o jogo
no dia 11 pr¢ximo, quarta-feira, data em que v rias regionais paralisarÆo suas
atividades em protesto pela aprova‡Æo do PCS e contra a reforma da previdˆncia e
o desmonte do BC.
CHEGA DE DESMONTE – PCS Jµ ! NÇO · REFORMA DA PREVIDÒNCIA !

