SINAL na imprensa
"Discussão sobre cobrança abusiva de tarifas bancárias não avança
As discussões sobre o fim da cobrança de tarifas abusivas contra os usuários do sistema bancário ainda estão longe de um acordo. As propostas apresentadas no debate que atualmente acontece no Conselho Monetário Nacional pretendem apenas aumentar a transparência e a padronização dos custos e serviços prestados pelos bancos, mas não há sugestões para o fim de algumas tarifas.
O diretor de estudos técnicos do Sindicato do Banco Central, Alexandre Wehby, explica que o problema começou a partir de 1996. Neste período houve o fim da inflação, até então a principal fonte de renda dos bancos. Com isso o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) autorizou os bancos a cobrar qualquer tipo de tarifa de modo a compensar esta perda.
"Com essa concentração, aliada ao fato que houve uma falta de leis que regulem a cobrança dessas tarifas, a concorrência [entre os bancos] diminuiu. Então, hoje os dez maiores bancos respondem por mais de 90% dos depósitos à vista do sistema todo. Em vista disso não há por que ter concorrência".
A discussão acontece após denúncias feitas por parte do Ministério Público no mês de outubro, sobre o enriquecimento ilícito dos bancos. Um relatório da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que, nos últimos dez anos, os bancos brasileiros arrecadaram mais de R$ 50 bilhões só com tarifas cobradas de clientes. De acordo com o Banco Central, são cobradas ao todo 76 tipos de tarifas.
07/10/2007 – Juliano Domingues – Rádioagência Notícias do Planalto

