Edição 88 - 17/06/2008

Mesa de negociação – o governo transfere, antecipa, posterga; mas vamos a ela


O governo desmarcou, de 6ª feira para esta terça, a Mesa. Ontem à tarde, solicitou antecipação da reunião: marcada para hoje às 15h, pretendeu fazê-la ontem mesmo, às 19h.

O SINAL não aceitou o dia, nem o horário.  Sua Diretoria Executiva só chegaria a Brasília hoje, e o Sindicato, que vem contando com esses conselheiros em toda a Campanha, não os dispensaria numa reunião-chave: o governo transferiu, então, para o meio-dia.

Então veio um novo adiamento: a Mesa sairá (?) às 17 horas de hoje.

Como se não bastassem esses meses "no limbo", fica-se agora, no que se esperava fossem os "finalmentes" da negociação, nesse vai-não-vai de reuniões (ansiosamente) esperadas e não realizadas, adiadas, transferidas, postergadas.

Ninguém agüenta mais. A ansiedade grassa entre o funcionalismo, enquanto aos sindicalistas resta manter a prudência, o equilíbrio e a racionalidade.

O SINAL tem à frente, mais uma vez, o desafio de buscar junto ao governo o melhor acordo para a categoria. 

Tem sido uma negociação desgastante, e ao final ficamos em posição inédita em relação às carreiras de Estado: o Banco Central, Instituição cujo lugar no topo deveria estar sempre garantido, cai para escalão inferior.

Vamos, a despeito disso, pressionar o que for possível para conseguir melhorias, pois devemos à categoria nossas três metas: implementação retroativa do acordo, equiparação com a RFB e o subsídio.

Lutamos com todas as forças e aliados possíveis e a Campanha não se encerra com isso.  Estamos vendo como é árdua a batalha em que um lado já entra mais forte – o patrão-governo.

Mas esse é o papel histórico do sindicalismo, e quanto mais vivemos essa experiência mais nos convencemos da necessidade do Sindicato: o que seria do BC, e de outras categorias federais, sem sua existência, face a um patrão que, teoricamente, "pode tudo"?

O que obtivermos hoje é fruto de muito trabalho, esforço e luta de meses, a partir de uma estratégia construída dentro do possível.

Considerando hipóteses internas e externas, poderemos chegar a um limite hoje.

Vamos, porém, para uma Mesa de negociação: não de homologação de um acordo unilateral, ou de capitulação perante nosso papel histórico. 

Vamos à Mesa, e vamos continuar o nosso trabalho precípuo: a defesa dos interesses do funcionalismo do Banco Central.

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