LULA ADMINISTRA AS CONTRADIÇÕES DO SEU DISCURSO
(Assessoria de imprensa do SINAL em Bras¡lia)
Lula surpreendeu boa parte dos pol¡ticos ao dizer, em entrevista no Oriente
M‚dio, que o resultado das reformas tribut ria e previdenci ria dever ser
apenas o que "a cabe‡a dos pol¡ticos brasileiros permite". A declara‡Æo parece
contradit¢ria, j que h poucos dias o presidente afirmou que estava "com a alma
lavada" com a aprova‡Æo em primeiro turno da reforma da Previdˆncia.
No xadrez pol¡tico do Planalto, todas as jogadas sÆo cuidadosamente planejadas.
A alma lavada de Lula ‚, apenas, o reconhecimento obediente de um pol¡tico que
se tornou um mero capataz dos interesses dos sistemas financeiros nacional e
internacional.
Aprovar esta reforma (e, com ela, fulminar a previdˆncia
social do servidor) representa, para o presidente, dar um passo significativo na
consolida‡Æo da agenda estrat‚gica de organismos como FMI. Daqui para frente,
teremos a independˆncia do Banco Central, o fim de conquistas trabalhistas como
o 13§ sal rio, a privatiza‡Æo paulatina das universidades p£blicas…
A segunda declara‡Æo, no entanto, tem um sentido eminentemente pr tico: Lula
quer aprovar a PEC paralela da previdˆncia o mais r pido poss¡vel. Como o SINAL
mostrou recentemente, h um dispositivo na PEC paralela que isenta os
penduricalhos inclu¡dos nos sal rios dos parlamentares dos limites que deveriam
ser aplicados a todos os funcion rios dos trˆs poderes. Com os parlamentares na
mÆo, fica mais f cil tocar a agenda estrat‚gica do sistema financeiro
internacional.

