Edição 0 - 21/01/2004

PLENÁRIA DOS SERVIDORES APROVA INDICATIVO DE GREVE

   (Assessoria de imprensa do SINAL )


A primeira Plen ria Nacional dos Servidores Federais realizada ontem, em Bras¡lia, definiu o eixo de lutas para a campanha salarial de 2004 reunindo mais de quarenta entidades, inclusive o SINAL. 



A luta pela reposi‡Æo das perdas desde 1995 (que chegam a 127,3%!) continua sendo o eixo central da campanha. No entanto, os servidores ainda nÆo definiram qual deve ser o reajuste emergencial que a categoria vai pleitear ao governo. H  quem defenda um ¡ndice de 50,19%, que abrange desde junho de 1998 – quando o STF obrigou o governo a pagar o reajuste anual – at‚ dezembro de 2003. Por enquanto, a discussÆo do percentual ser  remetida para as bases dos servidores e decidida na pr¢xima Plen ria.



O reajuste, segundo os delegados presentes ao encontro, nÆo deve ser o ponto central das discussäes.  importante mostrar para a sociedade que a desvaloriza‡Æo do servidor p£blico, uma pr tica que vem desde Collor, acaba comprometendo a pr¢pria qualidade do servi‡o oferecido … popula‡Æo. O deputado Bab , muito aplaudido na Plen ria, afirmou que nÆo h  dinheiro para o servidor porque o governo compromete a maioria dos recursos do Or‡amento da UniÆo com os servi‡os das d¡vidas interna e externa. A den£ncia dessa pol¡tica nefasta, na visÆo de Bab  e dos participantes da Plen ria, deve ser um dos itens centrais da campanha 2004.


Os representantes dos servidores aprovaram um indicativo de greve, que ser  confirmado na pr¢xima Plen ria, no dia 15 de fevereiro, e tamb‚m desejam uma audiˆncia com o Presidente Lula para denunciarem a farsa em que se transformou a Mesa de Negocia‡Æo Permanente (onde, at‚ agora, o governo nÆo demonstrou a m¡nima inten‡Æo de, pelo menos, repor as perdas do servidor no primeiro ano do governo petista).



CUT divide a Plen ria – A maioria das decisäes tomadas pela Plen ria foi
absolutamente consensual. No in¡cio da tarde, por‚m, a Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) apresentou proposta desautorizando a CUT a falar e fazer acordos em nome dos servidores. Se aprovada, a sugestÆo iria referendar, na pr tica, a enorme indigna‡Æo com a Central énica dos Trabalhadores, alvo de muitas cr¡ticas por ser muito d¢cil com o governo Lula.



A Mesa que coordenava os trabalhos pretendia remeter a discussÆo para a pr¢xima Plen ria. Parecia, at‚, que a Mesa temia ver a CUT ser linchada tal qual Judas na Semana Santa. Boa parte dos delegados, no entanto, queria votar a questÆo imediatamente. A polˆmica durou quase 20 minutos at‚ que, por 50 votos a 43, os delegados decidiram remeter a discussÆo para a pr¢xima Plen ria.



Que, pelo visto, promete. At‚ porque ser  realizada quatro dias antes da pr¢xima Mesa Central de Negocia‡Æo Permanente, prevista para o dia 19 de fevereiro.

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