MPOG IGNORA REIVINDICAÇÕES E PROJETA NEGOCIAÇÃO DE LONGO PRAZO
A reunião de ontem entre o MPOG e as entidades representativas das carreiras do Núcleo Financeiro (BC, Susep e CVM) e do Ciclo de Gestão (planejamento, controle, comércio exterior, finanças, Ipea, agências reguladoras) foi decepcionante.
A diretora do Departamento de Relações do Trabalho do MPOG, Marcela Tapajós, substituiu na reunião o secretário de recursos humanos daquele Ministério, Duvanier Paiva.
Marcela não tratou das reivindicações apresentadas na última reunião, alegando que a restrição orçamentária para 2012, aliada ao agravamento da crise internacional, tornava impossível atender as demandas apresentadas. O impacto financeiro da nossa proposta específica sequer foi calculado.
A diretora disse que alguns estudos estavam em curso para alocar um montante pequeno de recursos ainda no orçamento de 2012, mas que a perspectiva é de negociar as reivindicações para os orçamentos de 2013 e 2014, no longo prazo, portanto.
As entidades afirmaram que acreditavam no processo de negociação e propuseram, então, que o governo considerasse uma verba geral sem destinação específica para discussão posterior, no ano que vem, uma vez que os estudos não estavam concluídos.
O Sinal insistiu para que o MPOG se posicionasse claramente a respeito dos itens apresentados na última reunião (90,25% do teto do funcionalismo, fixação do salário do Técnico em 66,6% do salário do Analista e implementação das medidas em janeiro de 2012), cobrou a solução para os celetistas reintegrados e o encaminhamento do memorial de modernização das carreiras.
Marcela retomou a palavra e afirmou o seguinte:
- o curto prazo para o MPOG é o orçamento de 2012;
- o MPOG priorizará a recomposição pendente das carreiras da CVM e Susep e encaminhamento do memorial dos técnicos;
- não está descartada a concessão de reajuste para 2012, mas os recursos disponíveis são reduzidos e ainda não há definição a respeito;
- o ministério vai escalar alguém para tratar especificamente do caso dos reintegrados celetistas;
- acredita no processo negocial de longo prazo e avalia que o mesmo não se encerrará em 31.8, com o envio da LOA, podendo prosseguir durante a tramitação da lei;
- o MPOG não privilegiará quem fizer greve;
- avalia que não é razoável elevar o salário das carreiras a 90,5% do teto do funcionalismo, nem de forma parcelada;
- a rigor, ainda não houve perda inflacionária, pois as carreiras tiveram aumentos superiores à inflação
As entidades reafirmaram que a política geral de Governo é de não haver recessão no país. Lembraram a diretora que as carreiras que lá estavam são responsáveis pelas políticas públicas principais, logo deveriam receber reconhecimento prioritário do governo neste momento.
Prometida resposta a todas essas questões em nova reunião agendada para o dia 18.8, às 15 horas.
O Sinal realizará reunião de avaliação na noite do dia 15. As entidades marcaram encontro prévio à reunião no dia 17.


