Edição 37 - 22/09/2011

A desmotivação do funcionalismo do Bacen

 

A  desmotivação como política de Recursos Humanos do Bacen

O Sinal-RJ tem recebido inúmeras manifestações de colegas inconformados com a   iminente extinção das comissões de assessor júnior. Caso confirmada, 43 servidores do Rio de Janeiro (Demab, Mecir e demais departamentos) e cerca de 260 em todo Brasil serão descomissionados como “reconhecimento” por sua dedicação ao Banco Central.

Hoje, temos cerca de 156 comissões de assessor júnior em Brasília  e mais de uma centena distribuídas pelos departamentos alocados nas regionais. 

O Sinal não tem por hábito promover a defesa individual de comissionamentos, pois entende que o correto é lutar por uma política salarial justa, mas nesse caso, está em jogo a desestruturação de vários departamentos, com consequências diretas para todo o quadro funcional. O Demab, por exemplo, com essa barbárie administrativa, será seriamente atingido com 32 descomissionamentos e, como nos demais casos, sem que a direção do Banco apresente motivos para tal atitude.

Existem fatores profissionais para justificar tal ato? Os assessores juniores foram avaliados para que isso ocorresse?

O mais grave é que parece tratar-se de uma política interna do Banco Central, já que em órgãos co-irmãos consultados, não existe nada nesse sentido. Ao contrário, em um órgão bem próximo ao BC se cogita inclusive do aumento de comissões.

Esperamos que o Sr. Altamir Lopes, da Dirad, esclareça esse fato. Se isso for concretizado,  o descomissionamento, somado ao arrocho salarial imposto pela política impopular do governo de combate à crise, resultará, no mínimo, em desmotivação do quadro funcional do Banco Central. Isto não é QVT!

 

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