Edição 72 - 08/12/2011

GT Revitalização das Regionais: Três eixos de atuação

GT Revitalização das Regionais:
Três eixos de atuação

 

(dilbertbrasil.blogspot.com/, em 8.12.2011).

A relevância do tema da revitalização das regionais ficou mais do que comprovada pelo surpreendente volume de manifestações recebidas ao longo das últimas semanas. O Grupo de Trabalho aproveita para agradecer aos muitos colegas pelas contribuições apresentadas, que estão na nossa pauta e nos colocam diante do desafio de responder à altura as expectativas dos servidores das praças e da Comunidade BCB em geral.

Queremos agora trazer alguns esclarecimentos preliminares, de forma a dar transparência ao nosso trabalho de “estabelecer um espaço institucional para o tratamento da questão”, como anunciamos no comunicado anterior, quando da fundação do grupo.

A expressão “espaço institucional” aponta para a ideia de um processo, muito mais do que um projeto, alimentado inicialmente por constatações quanto à QVT nas regionais. Nesse sentido, entendemos ser necessário estabelecer algumas direções iniciais para orientação do trabalho, que podem vir a ser alteradas no curso das atividades.

Uma dessas direções é definida, sem dúvida, pela necessidade de qualificar o que entendemos pela expressão “processo de desmonte das regionais”, assim como o que queremos dizer com “danos à QVT” e “consequências em termos do trabalho realizado” nessas condições. Adotamos assim como título do primeiro eixo de pesquisa EVIDÊNCIAS DO PROCESSO DE DESMONTE DAS REGIONAIS, para o qual se impõe a necessidade de uma criteriosa coleta de dados.

A segunda direção de ação que adotamos neste primeiro momento visa o MAPEAMENTO DO MODELO ATUAL DE REGIONALIZAÇÃO, com o qual pretendemos explicitar o que entendemos configurar uma estratégia, seja ela deliberada ou não, de centralização das oportunidades nas sedes dos departamentos e concomitante cerceamento da capacidade de ação por parte das representações regionais, com seu consequente esvaziamento. Uma das perguntas que nos colocamos é: quais seriam as causas das tendências centralizadoras da ação administrativa do Banco

Finalmente, como terceira direção de orientação dos trabalhos, pretendemos explorar a IDENTIFICAÇÃO DE POSSIBILIDADES DE REVITALIZAÇÃO DAS REGIONAIS. Nesse sentido, são muitos os recursos disponíveis em termos de tecnologia de gestão, que envolvem não só facilidades quanto ao processo de comunicação, que viabilizam, por exemplo, o trabalho à distância, mas também alternativas organizacionais que podem trazer um aproveitamento muito mais efetivo das competências atualmente disponíveis nas praças.

Contudo, paralelamente a esses recursos de tecnologia de gestão, que por si só podem trazer grandes mudanças em termos da valorização do trabalho nas praças, as possibilidades de revitalização das regionais vão muito além quando nos abrimos a pensar um Banco Central diferente. Suas atribuições se manteriam dentro do espectro daquelas que caracterizam outros Bancos Centrais importantes, mas sua presença no território nacional se daria de acordo com critérios radicalmente diferentes dos atuais, em condições que visem a prestação de serviços de alta qualidade, com responsabilidade no uso do dinheiro público.

Ao pautar a atuação do grupo por esses três eixos, pretendemos viabilizar um estudo que, em princípio, parece-nos amplo e ambicioso. Esperamos, com essa abordagem, e em permanente troca de idéias com a Comunidade BCB, indicar ações específicas que possam ser implementadas na busca dos resultados almejados.

Grupo QVT-Sinal-RJ – GT Revitalização das Regionais

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