Reunião de ontem no MOG – “Só tenho a dizer que nada tenho a dizer”
Pontualmente às 15 horas as entidades chegaram ao MPOG para ouvir do SRT que “nada poderia dizer” no momento.
O intervalo de um mês desde o último encontro teria sido insuficiente para produzir qualquer proposta concreta. A redução do prazo de negociação dos professores, para decisão este mês, “garantidamente” nada teria a ver com a greve e a mobilização docente.
Sergio Mendonça repetiu o argumento da incerteza econômica, que recomendaria cautela no momento. Disse que a política de redução dos juros – novamente o Banco Central no coração da política de governo – deve produzir um resultado interessante mais adiante, mas seus efeitos ainda não são sentidos.
Os sindicatos, nesta rodada capitaneados por Leo, do SIndcvm, e Belsito, explicaram que têm agido com responsabilidade, mas após 12 reuniões – 8 em 2011 – e três dias nacionais de advertência e protesto, uma ausência de qualquer proposição só empurra os servidores para recrudescer a mobilização!
Belsito destacou que inclusive na manhã do dia tivemos uma forte assembleia conjunta, comprovando com farto material fotográfico, e que o “discurso da crise”, longe de desanuviar tensões, só afasta a ideia de uma política salarial permanente, causando desconforto a todos.
Junto com outros líderes, complementou que o pedido de tabela única, pauta da última reunião, poderia superar as distorções de carreiras e tornar harmônico o convívio dentro do Banco Central entre especialistas e procuradores, por exemplo.
Foi lembrado pela Unacon, sobre o tema, que essa convergência salarial é mais fácil de ser feita hoje do que teria sido em 2008. Marcela, como de hábito, relembrou que não é pelo salário que se produz o reconhecimento da excelência dos serviços, mas pela adoção do subsídio. Mendonça, por sua vez, declarou-se simpático à tese, mas que essa não é a opinião do governo.
Nada havendo de concreto, a bancada sindical concluiu que não marcaria nova reunião, mas aguardaria, crescentemente mobilizada, a iniciativo do governo em oferecer algo de concreto.
O secretário reconheceu ser cobrado por greves eclodidas, ao que foi contrarrestado que há formas mais eficazes de causar incômodo diante da inação do governo.


