Edição 90 - 17/07/2012

Máquina do governo pode parar no dia 31

Essa é a ameaça de sindicalista que lidera movimento de servidores federais, segundo Vasconcelos Quadros, na Coluna Esplanada

O grande teste – Auditor, 58 anos, 36 de carreira, sem vínculos partidários e longe dos barulhentos movimentos sindicais, o carioca Sérgio Belsito (foto) já virou um enorme problema para o governo. Presidente do Sindicato dos Funcionários do BC, ele conseguiu unificar as 19 entidades que integram as chamadas carreiras de estado (110 mil servidores federais na base) e ameaça parar a máquina a partir das 24 horas do próximo dia 31 caso a presidente Dilma Rousseff mantenha a posição de não negociar as perdas salariais da categoria acumuladas desde 2008, algo em torno de 23%.

Leão na jaula – “Não seremos mais enrolados. Estamos saturados. O governo não tem proposta”, diz o dirigente. A greve está marcada e o alvo são dois setores sensíveis: a mesa de operações do BC e o sistema de arrecadação da Receita Federal.

Colapso – O gerenciamento do impasse é o primeiro grande teste a ser enfrentado por Dilma em 19 meses de governo. Belsito não faz bravata. E é claro quanto ao efeito do inédito movimento: o coração do estado entraria em colapso.



Embora os ministros Guido Mantega e Miriam Belchior tenham batido o pé contra a grita de 13 categorias de servidores que ameaçam greve, outra ala do governo tem defendido, nos bastidores, que o funcionalismo precisa ser ouvido. Estão nesse time os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, do Trabalho, Brizola Neto, e o presidente do BANCO CENTRAL, ALEXANDRE TOMBINI.”
Revista IstoÉ Dinheiro

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