Edição 153 - 08/11/2012

NOVENTA E QUATRO PROPOSTAS SOBRE A VALORIZAÇÃO DAS REGIONAIS


 

Marcelo Mello

De 15 a 18 de novembro será realizada, em Belém (PA), a XXV Assembleia Nacional Deliberativa (AND) do Sinal.

Principal momento de deliberação sobre os rumos a ser tomados, nos próximos dois anos, por nosso Sindicato, a AND deverá contar com a participação de cerca de cem delegados, eleitos nas dez praças do BCB.

A significativa e inadiável questão da Valorização das Regionais será um dos três temas em debate na AND (os outros dois serão Política Salarial e Alterações Estatutárias).

No último dia 5, 2a.-feira passada, no Rio de Janeiro, os colegas das fotos produziram, a partir de 6 perguntas, um total de 94 propostas sobre a Valorização das Regionais, a ser submetidas à AND após um processo de adequação, consolidação etc.

Apresentamos a você, a seguir, ainda sem sua formatação final, tais proposições.

Boa leitura!

a) Que tipo de presença o BCB deve ter no território nacional?

1) Representação nas principais cidades brasileiras;

2) Representatividade em todas as cidades de população acima de 1.000.000 de habitantes e em todas as capitais da Federação e aquelas tidas como polos econômicos;

3) Representação do MECIR em todas as localidades acima;

4) Idem, atendimento ao público;

5) No caso da supervisão bancária, retornar o uso da fiscalização das agências;

6) Representação nas principais cidades brasileiras, sem que se tenha uma mesma estrutura administrativa (padronizada), ou seja, a atividade predominante na região é que irá definir;

7) O BC deve ter maior visibilidade em todo território nacional, com representação em todos os estados;

8) A mais abrangente possível, utilizando os meios de comunicação que a tecnologia permitir, além da presença física;

9) Escritórios temporários de acordo com as demandas econômicas;

10) Presença física atendendo as demandas da sociedade local;

11) Presença constante em prol da sociedade, a qual é obrigação do BC exercer;

12) Presença voltada ao atendimento de pessoas físicas e jurídicas.

b) O que a administração do BCB deve fazer, com vistas à valorização das regionais?

13) Iniciar, imediatamente, o processo de descentralização de componentes administrativos, atualmente existentes na Sede, a exemplo do que o DEPES já vem fazendo por interesse próprio;

14) Aumentar o número de regionais ou representações e a quantidade de servidores nelas;

15) Descentralizar a Sede Brasília;

16) Primeiro preencher quadro funcional através de concursos e que os aprovados migrem para as demais regionais;

17) Distribuição equânime das comissões;

18) Acabar com a concentração de departamentos em Brasília. Criar canais para ouvir as demandas das regionais;

19) SAP ou SAC em todas as regionais;

20) Indicar um representante com autonomia/autoridade que participe das reuniões da superior administração do BCB;

21) Descentralizar as comissões no âmbito da Sede;

22) Escritórios temporários subordinados às regionais para aumentar a área de atuação em polos econômicos de maior relevância;

23) Ampliação do número de representações regionais em território brasileiro;

24) Cargos com grau de responsabilidade semelhantes na sede e nas regionais devem ter o mesmo critério de comissionamento;

25) Devolver às regionais tudo que foi retirado;

26) Liberação de ponto dos representantes do Sinal, pelo menos 3;

27) Resgatar as funções do MECIR que foram dadas ao BB;

c) O que o SINAL deve fazer com vista à valorização das regionais?

28) Aumentar a presença em cada regional;

29) Promoção de debates sobre o papel do Banco;

30) Os debates como papel de envolvimento com os servidores;

31) Enfatizar a redução da terceirização, capacitando os servidores para essas tarefas;

32) Solicitar reuniões abertas das diretorias com a participação do Sinal e dos servidores;

33) Cobrar do Banco o resgate das atribuições regionais;

34) Cobrar do Banco realização de concursos regionalizados;

35) Buscar novas propostas entre todos os servidores:

36) Debates interativos, como esse, para produção de propostas;

37) Promoção de debate com a sociedade sobre o BC e o SFN;

38) Trabalhar para diminuir a distância entre os servidores que executam daqueles que decidem;

39) Demandar que o diretor de Administração visite, anualmente, as regionais com o objetivo de conhecer as demandas locais;

40) Requisitar participação do Sinal e dos servidores sobre reestruturações do Banco;

41) As representações do Sinal devem buscar inserção e apoio na representação política social;

42) Reunião com todos os diretores, das diversas áreas, ressaltando a necessidade de participação direta nos assuntos de responsabilidade das regionais;

43) Exigir que o BC, dentro da Lei de Acesso à Informação, ofereça o mesmo grau de informação dado aos servidores e gerentes da Sede aos servidores das regionais, principalmente aquelas relativas às estratégias e táticas de trabalho;

44) Campanha intensiva de filiação dos servidores;

45) Pressionar o BCB a assumir novas atribuições inerentes a sua responsabilidade, como carta de crédito, factoring etc.

46) Domínio do quadro nacional de comissionamento e a contraposição à estrutura de cargos no BC;

d) O que é possível fazer, para além do que hoje se encontra estabelecido (ou seja, de modo radicalmente inovador, vanguardista, “fora do quadrado”), com vistas à valorização das regionais?

47) Participação do SINAL no planejamento estratégico;

48) Identificar, nos registros existentes, que refletem as posições oficiais do BC acerca do assunto, aquelas que versam sobre o tema, para exploração de possíveis brechas;

49) Resgate das atribuições do Banco que foram transferidas para a Sede;

50) Devolver o controle de atividades regionalizadas para as regionais;

51) Adotar práticas de gestão que viabilizem o trabalho em casa;

52) Dar aos departamentos do BCB o status de agências reguladoras;

53) Promover maior colaboração entre o BC e governos e assembleias estaduais;

54) Criação do cargo de diretor representante dos servidores, com assento na diretoria colegiada, com direito a voto;

55) Criação de espaço para recepção de denúncias anônimas referente a atos de corrupção e/ou improbidade;

56) Criação de bancos centrais regionalizados (nos moldes do FED);

57) Implementação da figura do chefe de departamento regional com assento no colegiado;

58) Descentralização de atividades hoje centralizadas em Brasília;

e) O que é possível fazer para que a valorização das regionais influa positivamente na qualidade de vida no trabalho (QVT) dos servidores do BCB?

59) Maior autonomia aos servidores das regionais permitirá mais satisfação no trabalho, portanto QVT;

60) Flexibilização do horário de trabalho tendo em vista as condições locais/regionais, trânsito, cultura local etc.

61) Realização de concursos para suprir lacunas e oxigenar as regionais;

62) Indicação de 1 (um) representante com autonomia/autoridade junto à superior administração;

63) Qualquer coisa que se faça em relação à valorização já reflete positivamente na QVT dos servidores;

64) Maior participação no processo decisório;

65) Levar em conta o feedback de quem faz (o serviço, a tarefa), o executor;

66) Mais imposição das regionais (ex.: SP em relação ao mercado financeiro);

67) A política de valorização deve efetivamente promover a descentralização das atividades para impactar realmente a QVT;

68) A valorização das regionais só vai acontecer com a valorização dos servidores;

69) Maior incremento da capacitação do servidor regional em conformidade com aquilo que ele realiza;

70) Mudança radical na política, na visão do Banco Central; hoje temos uma visão restrita, já que é centralizadora;

71) A permanência do servidor em local próximo a seus familiares (a regionalização de concursos resolveria isso, acabando o processo de mobilidade);

72) Trabalho em casa, diminuindo assim o fluxo do trânsito, aumenta a QVT e o tempo dedicado às tarefas;

73) BC incentivar junto às prefeituras locais a criação de ciclovias para acesso ao local, com esquema de estacionamento e segurança;

f) Indique algumas resistências esperadas no processo de valorização das regionais e algumas estratégias possíveis de superação de tais resistências.

74) Valorização é capacitar postos de comando. É isso se consubstancia com funções de responsabilidade;

75) Responsabilidade deve ser remunerada (comissionamento);

76) Resistência na sede devido a uma prática/política de centralização das comissões em Brasília;

77) Com a verticalização, as responsabilidades, mas com critérios de comissionamento diferentes;

78) Há resistências na própria representação sindical (SINAL);

79) A superior administração, com a perda de autoridade, oferecerá resistência;

80) Como estratégia, a valorização do representante regional, com a volta dos departamentos;

81) Estratégia: envolver a representação política local (deputados/senadores) em favor das regionais;

82) Resistência da Sede;

83) Participação de representantes das regionais nos eventos de planejamento estratégico, independente do nível de comissionamento;

84) Procurar não normatização do BC, possíveis brechas;

85) Dificuldade em se aceitar a descentralização para parte da cúpula;

86) Resistência à inovação/ões pois a corroboração final está sempre a um nível acima;

87) O processo de discussão deveria ser mais fragmentado, ou seja, com mais espaços de debate;

88) Resistência associada para perda de poder na sede de decisão e de recursos financeiros;

89) Aumento da autonomia administrativa do BC;

90) Aumento da mobilidade para as regionais;

91) Com a informatização do processo de trabalho, a Sede não justifica a centralização;

92) O mesmo argumento serve para o trabalho nas regionais e, no limite, em casa;

93) Argumento dos custos com as regionais, que seriam mais altos;

94) O custo não pode ser impeditivo para qualidade de vida no trabalho (QVT).

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