Edição 37 - 10/05/2013

Feliz Dia das Mães!

 

 Uma homenagem do Sinal Rio
às mães de toda a comunidade Banco Central.

 

Para Sempre
 

 

 

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
 

 

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.

Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

 


Carlos Drummond de Andrade.

Nova Reunião: 19 livros de poesia, 3ª edição, Rio de Janeiro, José Olympio, 1987.

 

 

 

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