Edição 531 – 09.03.2026

VITRINE CULTURAL: PELOS DIREITOS DAS MULHERES (PARTE II)

Confesso que tenho sentimentos ambíguos em relação ao Dia Internacional da Mulher. Por um lado, podemos celebrar vários avanços, pois desde 1932, quando passou a ter direito ao voto, e, ao longo das últimas décadas, principalmente após a Constituição Federal de 1988 e o novo Código Civil de 2002, a mulher vem conquistando direitos, espaço e relevância no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, dentre as mulheres, a taxa de participação na força de trabalho cresceu de 34,8% em 1990 para 52,8% em 2024. No entanto, esse patamar, bem inferior à taxa de 72,6%, verificada no conjunto masculino no mesmo ano, tem se mantido estável nos últimos dez anos, o que pode ser explicado pela carência de creches e escolas públicas de tempo integral.
Por outro lado, as trabalhadoras estão longe de ter uma presença igualitária nos cargos de liderança e representação política. Além disso, vivem sobrecarregadas com a dupla jornada, pois as tarefas de cuidado ainda recaem principalmente sobre elas. O machismo estrutural da nossa sociedade também é responsável pelos números alarmantes de violência doméstica, presente em todos os estratos socioeconômicos. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o número de feminicídios registrou recorde em 2025, com 1518 casos, o que corresponde a quatro mulheres mortas por dia. É urgente, portanto, combater a masculinidade tóxica, que atinge com violência não só as mulheres, como também pessoas LGBTQIA+, além de ser fermento auxiliar do crescimento da extrema direita.
Numa perspectiva otimista, para mostrar do que as mulheres são capazes quando oportunidades e incentivos estão presentes, menciono aqui duas cientistas brasileiras que merecem destaque. A primeira é Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ que ganhou notoriedade recentemente pela descoberta da polilaminina, substância que entrará em fase de testes para ser usada no tratamento de lesões medulares. Há um longo caminho a percorrer para que se comprove a eficácia e a segurança do medicamento, mas o achado é promissor. A outra é a biomédica baiana Jaqueline Goes de Jesus, uma das coordenadoras da equipe de pesquisadores que realizou o primeiro sequenciamento do genoma do coronavírus circulante no Brasil, em apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país.
Por fim, listo aqui uma série de filmes muito interessantes, que destacam o protagonismo ou o pioneirismo de mulheres, em diversas áreas de conhecimento.

*Dica: Para consultar informações de filmes e séries, bem como sua disponibilidade em plataformas de streaming, recomendo usar o aplicativo JustWatch.

Simone é servidora aposentada do Banco Central do Brasil e Conselheira Regional do Sinal-RJ.
A coluna expressa opiniões da autora e não reflete necessariamente o posicionamento do Sinal-RJ.
Envie críticas, comentários e sugestões para simone.daumas@gmail.com.

 

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