Edição 41 - 27/03/2008

Desde 2002 o BC vem sendo discriminado: o que nos reservará, seis anos (e inúmeras negociações) depois?


O SINAL elaborou, dentre os tantos documentos necessários para embasar seus argumentos junto ao governo, a tabela e o gráfico anexos, comparativos de vencimentos entre quatro categorias congêneres, típicas de Estado – entre elas o BC -, exercendo funções de mesma complexidade e importância.

Os dados usados pelo Sindicato são públicos, e estão no Portal do Servidor, do governo federal. 

 

Baseado certamente nesses dados – ABERTOS – de que dispõe, o MPOG vem fundamentando seus estudos e simulações nas atuais negociações de salário com os servidores federais.

 

Ano a ano, desde 2002, pode-se constatar que as outras três carreiras comparadas à do Banco Central têm tido aumentos sistematicamente superiores aos do BC.

 

Na defesa que fazem nossos Conselheiros, junto aos parlamentares no Congresso, das três metas da campanha salarial dos servidores do BC, os congressistas são surpreendidos, quando em contato com esses dados.

 

O motivo principal do espanto – dizem eles – é decorrente da atuação do Banco Central, hoje, ser um dos pilares de sustentação do atual Governo, e seus funcionários estarem relegados ao último lugar entre as quatro categorias comparadas. 

 

O que esperar, portanto, do MPOG, nesta semana que parece ser a crucial em termos de definições por parte do governo?

 

Por tudo o que temos feito até aqui, pela indignação dos seus servidores (já de conhecimento dos negociadores governamentais), esperamos ver bons frutos.  Tudo, no entanto, ainda são hipóteses. 

 

São fatos, porém:

1.há uma distorção histórica que deprime os salários de uma importante categoria dentro do Estado;

2.a continuada desvalorização do BC não é vantajosa para ninguém, e oferece riscos à economia nacional, e em tudo o que depende dela.

E precisa constituir-se em fato contundente, também, a mobilização do funcionalismo do BC. 

 

Como?  Por que, se se esperam bons frutos? Porque o imbróglio que há anos envolve o Governo Federal e o Banco, uma de suas instituições mais importantes, precisa ser resolvido, e a oportunidade é esta.

 

Todos, portanto, à Assembléia Geral Nacional, nas dez capitais onde o BC tem representação, na próxima segunda-feira, dia 31, às 14 horas.

É o futuro do BC em jogo, e a responsabilidade de todos nós que aqui trabalhamos.

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