Edição 37 - 19/03/2008

Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.


Estamos confirmando, como dissemos no Apito Brasil 35, de 17.03.08, que esta semana pode ser fundamental para nossos três propósitos de campanha: acordo, equiparação à RFB e subsídio. 

Seguimos sem qualquer garantia ainda (como também não a têm a RF e outras categorias congêneres), mas nossos contatos indicam que nossas metas não são, efetivamente, impossíveis de alcançar.

MAIS DO QUE NUNCA, a Direção do SINAL conta com a mobilização dos servidores do BC, categoria que mais força e determinação mostrou, nos últimos três anos, na consecução de seus objetivos salariais em campanhas longas e sacrificadas. 

Embora confiantes, precisamos estar preparados para ventos contrários, que, embora não captados em nosso radar, na última hora possam soprar bruscamente contra o BC.

 

Em reunião ontem com Luiz Alberto dos Santos, Subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Públicas Governamentais – SAG da Casa Civil, o Diretor de Administração pôde expor a situação funcional e salarial do BC desde 2005 (para quem não lembra, uma "curiosidade arqueológica": em 1998, nossos salários eram maiores do que os da RF). 

Anthero Meirelles falou da evasão de quadros do Banco Central e da autofagia (expressão usada pelo presidente do SINAL) promovida pelo governo com as discrepâncias salariais entre carreiras congêneres. 

Luiz Alberto demonstrou tanto seu conhecimento profundo sobre a estrutura funcional do BC quanto a marcha dos acontecimentos, de 2005 para cá, e ouviu tudo o que lhe disseram o Diretor e o Presidente do SINAL, também presente à reunião, sobre a adoção do subsídio. 

Ao final, disse considerar essa forma de remuneração, em vários aspectos, favorável ao funcionalismo, mas indagou quais eram, para o governo, as vantagens do subsídio para o BC. 

O Presidente do SINAL adiantou que ele racionaliza a estrutura funcional, simplifica e desburocratiza a administração da Folha de Pagamento e das carreiras, pacifica a categoria porque resolve os atuais conflitos, internos e entre carreiras congêneres, além de ser a opção mais econômica para o governo, do ponto de vista orçamentário. 

Nada ficou acertado – nem se esperava isso, naturalmente, porque a decisão do governo será tomada após o entendimento final entre as diversas autoridades que atuam nesse processo e, especialmente, após o fechamento do acordo com a RFB. 

Entretanto, ficou sinalizado que, em se aprovando a remuneração por subsídio para a RFB, a Casa Civil não se oporá à adoção para o BC.  

O Presidente do SINAL ficou de enviar estudos e planilhas elaboradas por conselheiros e colaboradores do Sindicato, com argumentos técnicos e jurídicos, para apreciação do Subchefe do SAG. 

O compromisso dos parlamentares que nos têm acompanhado continua, e hoje os conselheiros do SINAL encarregados dessas conversações terão reuniões com o Senador Mercadante e os deputados Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo.  Este se manifestou, desde o primeiro contato conosco, bastante conhecedor da estrutura funcional do BC e defensor ardoroso do subsídio para nossa categoria. 

De parte do MPOG, sabemos que o Ministério tem demandado diariamente o BC quanto aos dados necessários para a elaboração de simulações.

 

A semana, apesar de vir sendo movimentada, é curta, por conta do feriado da sexta-feira, e há várias dúvidas e informações desencontradas quanto à data da edição da esperada Medida Provisória – que tanta ansiedade provoca em nossa categoria: o mais provável é que seja editada na próxima semana.

 

Representando a categoria neste momento ímpar, os conselheiros do SINAL estão trabalhando incansavelmente, durante todo o dia, e noites adentro em reuniões físicas, telefônicas e em contatos diversos.

 

Temos em mente sempre, porém, que nossa categoria é de "gatos escaldados": já tivemos surpresas desagradáveis no apagar das luzes de negociações anteriores.

 

O SINAL, por prudência, não quer dar as favas como contadas, e recomenda vivamente ao funcionalismo que também o faça: tudo parece caminhar como previsto no início desta recente "arrancada", mas "surpresas" passadas já nos desapontaram, e precisamos estar em alerta permanente.

 

Toda notícia que nos chega é checada em sua fonte, e estamos cercando de todos os lados as possibilidades de chegarmos "lá".

 

O SINAL está convicto de que a estratégia adotada, nesta (esperamos) última etapa de sua mais longa negociação com o governo, tem sido fundamental para mobilizar todas as autoridades que influem nas questões salariais do funcionalismo federal.

 

Temos que estar firmes nos nossos propósitos, e garantir forças de reserva para nos mobilizarmos a qualquer momento, caso o tapete seja bruscamente tirado de sob os nossos pés.

 

E, para isso, temos que estar unidos.  Somos muitos mais que os 300 de Esparta: vamos mostrar que estamos sempre preparados para a luta.

 

Afinal, cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

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