Edição 29 - 07/03/2008

DEU NA IMPRENSA


Governo volta atrás e deve liberar reajustes

Alta arrecadação de impostos permitiu revisão de aumentos a servidores suspensos desde o fim da CPMF


VALDO CRUZ, da Sucursal de Brasília –
Folha de São Paulo – 07.03.2008 

Diante do recorde registrado na arrecadação de impostos no início do ano, o governo federal vai começar a liberar no final desse mês alguns dos reajustes salariais para servidores públicos que estavam suspensos desde o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação  Financeira), o chamado imposto do cheque.

Logo após a derrota no Congresso, quando a oposição impediu a prorrogação da CPMF, o governo anunciou um corte de R$ 20 bilhões no Orçamento sob o argumento de que era preciso compensar a perda de R$ 38 bilhões na receita.

Entre as medidas estava a suspensão dos acordos de reajustes salariais firmados com o funcionalismo público em 2007, que começariam a vigorar nesse ano e gerariam gasto extra de cerca de R$ 6,9 bilhões.

Com a arrecadação de impostos mostrando um crescimento real de 18% em janeiro, o Ministério do Planejamento decidiu desbloquear pelo menos parte dos acordos com os servidores. A idéia é cumprir cerca da metade do que estava previsto inicialmente – uma despesa extra de R$ 3,5 bilhões.

Após a divulgação da arrecadação de janeiro, a oposição criticou o governo, que dizia, em 2007, não poder abrir mão da CPMF sob o risco de provocar um rombo no Orçamento.

A equipe econômica ainda não reconhece que estava errada. Diz que os números de janeiro foram atípicos, por conta dos lucros elevados das empresas, e que podem não se repetir nos próximos meses.

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