Negociação na RFB em compasso de espera:
Superintendente: subsídio adequa-se a Auditores-Fiscais
O primeiro vice-presidente do Unafisco Sindical, Gelson Myskovsky, acompanhado dos colegas delegados sindicais de Blumenau (SC), Kurt Theodor Krause; de Foz do Iguaçu (PR), Alfonso Burg; de Itajaí (SC), Sérgio Leandro Franzói; e de Paranaguá (PR), Rodrigo Saez Morgado, esteve reunido na tarde de ontem (21/11) com o superintendente da RFB (Receita Federal do Brasil) na 9ª Região Fiscal, Luiz Bernardi, e com o superintendente-adjunto, Edison Nickel, para tratarem da atual Campanha Salarial.
Luiz Bernardi manifestou acreditar no êxito das atuais negociações, por entender que os Auditores-Fiscais legitimam o direito de estar entre as carreiras do topo do Serviço Público Federal, pelas prerrogativas constitucionais que possuem e pela qualidade do trabalho desempenhado, traduzido em expressivos resultados obtidos pela RFB.
O vice-presidente da DEN lembrou que os Auditores-Fiscais compreenderam as atuais dificuldades conjunturais enfrentadas pelo Governo e vêm lhe dando um voto de confiança, apostando numa solução a contento, sem necessidade de um recrudescimento. Contudo, alertou que um eventual retrocesso será inadmissível e provocará uma profunda indignação na Classe.
Na visão de Bernardi, o subsídio é uma boa forma de remuneração e adequa-se à condição de autoridades de Estado de nossa carreira. Durante a reunião, foi manifestada pelos colegas administradores a confiança no reconhecimento da excelência do trabalho prestado pelos Auditores-Fiscais, bem como o interesse da Administração no sucesso das negociações. (grifos nossos)
Presidente do Unafisco conversa com deputados
O presidente do Unafisco, Pedro Delarue, e o diretor-adjunto de Assuntos Parlamentares, João Santos, se encontraram ontem com os deputados Antônio Palocci (PT-SP), ex-ministro da Fazenda, e Carlito Merss (PT-SC), relator do Orçamento deste ano. Na pauta da conversa, a Campanha Salarial dos Auditores-Fiscais e a forma de remuneração por subsídio.
Delarue esclareceu que as negociações estão travadas neste momento, principalmente por causa de divergências internas no Governo a respeito da forma de remuneração, se por subsídio ou gratificação. "Salientamos que os Auditores-Fiscais, responsáveis, com o seu trabalho, por uma arrecadação que neste ano ficou R$ 35 bilhões acima do previsto, mesmo num ambiente de desoneração tributária, têm um comprometimento natural com a instituição e com a arrecadação. Não é necessário vincular gratificações a metas", afirmou.
O presidente do Unafisco argumentou também que a arrecadação extra de R$ 35 bilhões não se explica apenas pelo crescimento da economia, pois a arrecadação aumentará 12% em relação ao ano passado contra uma inflação prevista de 4% e um aumento do PIB de 5%. "Isso se deve ao trabalho dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil. Não fosse assim, os recordes de arrecadação da RFB seriam acompanhados por recordes semelhantes nos estados e municípios, o que não ocorre", ressaltou Delarue.
Os parlamentares se comprometeram a contatar o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Duvanier Paiva, e outros membros do Governo, e a defender a remuneração por subsídio e a necessidade de acelerar o desfecho de nossa Campanha Salarial. (grifos nossos)
http://www.unafisco.org.br/noticias/boletins/2007/novembro/bol_2484_22112007.htm#inicio

