Depoimentos de colegas sobre o movimento reivindicatório no BC
Porque estou em greve?
Auriel Eleutério Marques Júnior (DECOP/DILOD/Chefia)
"A resposta óbvia é: para que se cumpra o acordo!
Mas há muitas outras razões mais importantes:
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estou em greve porque quero continuar trabalhando vislumbrando uma esperança! A falta dela mata não somente as pessoas, mas também as organizações, mata o BC. O tangível é importante, mas o intangível é bastante superior – respeito, ética, transparência, cumprimento da palavra, bem como outros valores propagados na "Missão Institucional do Bacen";
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estou em greve porque não quero receber alguma coisa vendo tão-somente os colegas lutando e permanecendo, e eu, ao contrário, "deitado em berço esplêndido”;
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estou em greve porque quero, junto com os demais colegas, tentar fazer uma boa história para o BC e não ficar reclamando que os outros fazem uma má história (geralmente essa é a opinião de quem olha o ponto de vista daquele que discorda do seu entendimento);
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estou em greve porque não quero ficar repetindo que há manipulação de uma minoria em detrimento da maioria, ou ficar eternamente olhando o retrovisor sem enxergar o que há à minha frente;
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estou em greve porque creio que neste momento há somente dois caminhos: 1) o de acomodação, inércia, apatia, passividade e indiferença ou 2) o de luta com esperança. Vale lembrar que a luta não é contra pessoas (até porque muitas delas hoje estão – mas amanhã não mais – em determinadas posições), sindicatos ou outros “inimigos” reais ou imaginários, mas a favor ou contra idéias que precisam, porém, ser manifestadas, verbalizadas, discutidas e referendadas ou não;
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estou em greve porque quero conquistar o direito de ser ouvido por todos aqueles que dela participam;
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estou em greve porque, ao participar, me torno mais rico como pessoa, relacionando-me com colegas e amigos que, em muitas e muitas vezes, melhoram meus pensamentos, minhas idéias e me fazem enxergar que vale a pena o exercício da busca da uma melhor solução para as nossas contradições."

