Nota dos três servidores do BC
Carta dos servidores do BC atingidos pelas notas na imprensa,
e dirigida ao funcionalismo do BC e a seus colegas na CPMI dos Correios
“Aos Colegas do Banco Central e da CPMI-Correios.
Parte da imprensa – revista Veja, Veja on-line, JB on line – vem divulgando notícia plantada, na qual anuncia que três servidores do Banco Central – Paulo Eduardo de Freitas, Abrahão Patruni e Maurício Furtado – estariam elaborando relatório paralelo na CPMI-Correios.
Isso é falso e por isso inaceitável por nós, pois só participamos dos relatórios elaborados pelos sub-relatores eleitos pela própria CPMI-Correios. Resta entretanto perceber que, caso fosse o fato verdadeiro, não haveria ilegalidade nem imoralidade. Os servidores em trabalho na CPMI não escolhem deputados, senadores ou partidos políticos a quem atender, pois atendem a processo de trabalho, não a pessoas. O suposto relatório paralelo seria de deputados participantes da CPMI e poderia receber ajuda de todos que nela trabalham, inclusive dos servidores do Banco Central.
Não haveria falta de ética, porque ética é falar a verdade, não importando a quem. Relatório paralelo é legítimo, porque tem previsão regimental. Caso tivéssemos participado de um suposto relatório paralelo e falado a verdade do mesmo modo que falamos a verdade nos relatórios dos sub-relatores eleitos, nossa conduta seria plenamente ética.
Algumas pessoas poderiam even-tualmente aventar o conceito de deslealdade. Ora, o servidor público, em sua função, não deve lealdade a pessoas, a partidos políticos, a parlamentares, ou seja lá a quem for. Servidor público deve observância aos princípios da Constituição Federal – impessoalidade, moralidade, legalidade, entre outros – o que, às vezes, frustra muita gente.
Assim, não haveria, na hipótese de nossa participação no suposto relatório alternativo, caso fosse verdadeira, qualquer ilegalidade, imoralidade ou deslealdade. Em suma, não haveria qualquer erro ou impropriedade nessa conduta.
O problema é o inverso. Somos vítimas de pessoas desonestas. Estão usando o nosso nome em um suposto relatório do qual não participamos. Estão atribuindo a nós palavras que não escrevemos. É contra essa farsa, contra essa enorme mentira, contra essa canalhice que nos insurgimos, como é de nossa história.
Abraços dos colegas:
Paulo Eduardo de Freitas
Abrahão Patruni
Maurício Furtado”

