Edição 0 - 22/04/2004

Governo vai fazer campanha contra a greve unificada

Prepare-se: vem a¡ mais uma daquelas campanhas publicit rias do governo com o £nico objetivo de isolar o servidor. O an£ncio foi feito na ter‡a-feira, 20/04, em Bras¡lia, pelo secret rio de Recursos Humanos do Minist‚rio do Planejamento, S‚rgio Mendon‡a, depois de ouvir das entidades um sonoro nÆo … proposta oficial de reajuste. "A partir desse momento", disse Mendon‡a, "o governo se vˆ na obriga‡Æo de fazer uma divulga‡Æo mais forte da nossa proposta". Al‚m de tentar mostrar … sociedade, atrav‚s de mensagens subliminares, que o servidor ‚ um privilegiado, a campanha vai, tamb‚m, desqualificar o trabalho que vem sendo desenvolvido pelas entidades. " necess rio que os servidores conhe‡am melhor a proposta para reavali -la melhor", argumentou o secret rio, demonstrando que o Planalto joga para empurrar as bases da categoria contra os dirigentes sindicais.

Mendon‡a afirmou durante a Mesa que nÆo h  mais espa‡o para avan‡ar "porque o governo chegou no seu limite financeiro". Esse ‚ o discurso, mas h  alguns indicadores que apontam no sentido contr rio. Das 11 entidades presentes … reuniÆo da Mesa Nacional de Negocia‡Æo Permanente, a Fasubra (Federa‡Æo de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras) aceita a proposta apresentada pelo governo desde seja uma antecipa‡Æo de carreira. Esta posi‡Æo gerou alguma controv‚rsia na reuniÆo porque nÆo estava claro se a entidade aceitava a gratifica‡Æo de desempenho, base do reajuste. Edvaldo Rosas, representante da Fasubra, explicou que a gratifica‡Æo seria aceita com o compromisso do governo de transform -la em um novo patamar da carreira.

O funcion rio do BC encontra-se no grupo dos exclu¡dos. SÆo 200 mil servidores que, segundo o governo, foram contemplados com aumento no ano passado atrav‚s de negocia‡äes em separado. O nosso "PCC" seria um exemplo disso. Mas, al‚m de nÆo cumprir o acordo inicial, o "PCC" do governo gerou novas distor‡äes sem recuperar integralmente as perdas que o servidor do BC acumula h  anos. Por isso, a categoria exige reajuste de 9,5%, para repor, ao menos, a infla‡Æo de 2003. Se nÆo houver acordo com o governo, pode haver greve por tempo indeterminado a partir de 5 de maio.

(Assessoria de imprensa do SINAL)

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NÆo deixe de ler a mat‚ria: "· deriva, servidor espera mais do governo Lula", na Revista Por Sinal n§ 10. A distribui‡Æo est  sendo feita nesta semana. Se vocˆ ‚ da ativa, receber  em sua mesa, se vocˆ ‚ aposentado, em sua residˆncia. Ou ainda no Portal Sinal – www.sinal.org.br.

H  v rias questäes ocultas que, certamente, o governo vai ocultar. A primeira delas: os maiores reajustes das gratifica‡äes de desempenho atingem apenas os funcion rios no in¡cio de carreira. Os que estÆo no meio ou no final da carreira terÆo, no m ximo, 12% de aumento na gratifica‡Æo (e isso se fizerem parte daqueles setores que o governo chama de "penalizados", como se o grosso do funcionalismo nÆo tivesse sido v¡tima do mesmo arrocho durante a era FHC).Outro ponto importante: o governo insiste em discriminar os aposentados. Dos 905 mil servidores, 532 mil sÆo aposentados. Estes, em sua maioria, vÆo receber 1/3 do aumento proposto pelo governo aos servidores ativos. E muitos nem isso, sobretudo aqueles que nÆo fazem parte do tal grupo dos "penalizados".GRATIFICA€ÇO OU MUDAN€A NAS TABELAS DE CARREIRA?Embora tenha gerado algum desconforto, pois a Fasubra destoou do discurso unit rio das entidades contra a proposta do governo, o vice-presidente do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Institui‡äes de Ensino Superior), Jos‚ Domingues, ponderou que, se o governo aceitar transformar a gratifica‡Æo em uma antecipa‡Æo de carreira, muitas categorias irÆo brigar pelo mesmo, o que vai gerar uma rediscussÆo das tabelas que servem como base aos planos de carreira.EXCLUÖDOS

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