Edição 0 - 06/01/2004

Reajuste humilhante de 1,9% pode levar servidor à greve

(Assessoria de imprensa do SINAL em Bras¡lia)



Os servidores p£blicos poderÆo entrar em greve em mar‡o caso o governo fixe o reajuste da categoria em apenas 1,9%. Uma plen ria do funcionalismo est  marcada para o dia 17 de janeiro, em Bras¡lia, para deliberar sobre a convoca‡Æo ou nÆo da greve. A decisÆo ser  influenciada pelo resultado da primeira Mesa Nacional de Negocia‡Æo Permanente de 2004, prevista para o dia 15, quando o governo vai apresentar formalmente sua proposta de reajuste …s entidades dos servidores.



Na £ltima Mesa de Negocia‡Æo, realizada em 18 de dezembro, o governo nÆo quis se comprometer com um percentual de reajuste sob a alega‡Æo de que o Or‡amento 2004 ainda nÆo havia sido votado pelo Congresso. As entidades nÆo engoliram essa conversa fiada porque j  se sabia, …quela altura do campeonato, que o relator da ComissÆo Mista de Or‡amento, Jorge Bittar, previa um reajuste linear de no m ximo 2%.



Cinco dias depois, o Or‡amento da UniÆo foi aprovado e, com isso, o governo nÆo p“de mais usar nenhuma desculpa para encobrir o seu descaso com os servidores. O Or‡amento reserva para eles R$ 5,4 bilhäes. Esses recursos serÆo destinados, a princ¡pio, para a revisÆo salarial dos que ganham menos, … reestrutura‡Æo de carreiras, … contrata‡Æo de novos servidores e ao reajuste salarial. Desse montante, a proposta reserva R$ 1,5 bi para o reajuste anual, o que assegura um reajuste linear de 1,9% para cada servidor.



Se o governo confirmar, na Mesa Nacional de Negocia‡Æo Permanente, os n£meros previstos no Or‡amento, as entidades representativas dos servidores irÆo questionar a pr¢pria existˆncia da Mesa. Quando foi instaurada, no ano passado, o Ministro Guido Mantega assegurou que, a partir do segundo ano do governo Lula, os servidores nÆo teriam mais perdas salariais e que a Mesa seria a instƒncia adequada para a defini‡Æo de uma pol¡tica salarial de longo prazo para o servidor. Isso fez supor que o reajuste para 2004 deveria, ao menos, repor as perdas da infla‡Æo, em torno de 7%.



Em tempo: o governo, claro, diz que nÆo tem dinheiro para repor as perdas dos servidores (que j  chegam a 119% no per¡odo de janeiro de 1995 a dezembro de 2002). No entanto, para “facilitar” a vota‡Æo do Or‡amento da UniÆo, o Planalto distribuiu, na £ltima hora, R$ 700 milhäes para obras de interesse de senadores e deputados.



 por isso que falta dinheiro…

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