Plano de saúde critica reajuste de 7%
O Globo, 7.4.03
SÇO PAULO. A previsÆo de aumento de 7% para planos de sa£de
em maio, feita pelo ministro da Sa£de, Humberto Costa, surpreendeu a Associa‡Æo
Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa as empresas do setor.
O presidente da entidade, Arlindo de Almeida, diz que o ¡ndice est abaixo da
expectativa e da necessidade das companhias.
– N¢s conversamos com o ministro (Costa) na £ltima
sexta-feira, e nenhum ¡ndice de reajuste foi acertado. Ficou combinado que,
antes de qualquer decisÆo, haveria novo encontro com outros minist‚rios (da
Fazenda e da Justi‡a) e com a Agˆncia Nacional de Sa£de Suplementar (ANS) –
explica Almeida, acrescentando que a reuniÆo foi marcada para hoje.
A Abramge informa que o reajuste diz respeito apenas aos
planos individuais – os coletivos sÆo negociados entre operadoras e empresas.
Esses planos sÆo mantidos, em sua maioria, por seguradoras, que estÆo
reivindicando pelo menos o dobro de aumento (de 15% a 20%). Os custos das
operadoras, diz Almeida, variam entre as empresas. Da¡ o pleito ser no sentido
de que fossem estudadas as planilhas de cada uma, pois um ¡ndice uniforme pode
ser bom para alguns e ruim para outros.
– Cerca de 80% do faturamento de hospitais e m‚dicos vˆm dos
planos de sa£de, inclusive cooperativas m‚dicas e hospitais de alta
complexidade. Um ¡ndice muito baixo afetar toda a iniciativa privada – diz o
presidente da Abramge.
Para o Procon de SÆo Paulo, as operadoras tˆm uma brecha quando o reajuste
for pequeno. Desde o ano passado, uma resolu‡Æo da ANS permite aumentos extras
quando a carteira dos planos de sa£de apresentar desequil¡brio. O Procon-SP
defende um ¡ndice espec¡fico de corre‡Æo para os planos, calculado inclusive
regionalmente.

