Edição 0 - 07/04/2003

Coluna do Servidor

Teresa Cristina Fayal, O DIA, 7.4.2003

UniÆo reforma Sa£de

Al‚m da Reforma da Previdˆncia do setor p£blico, o Governo
Lula prepara mudan‡as na assistˆncia de sa£de dos servidores federais. A
principal ‚ a oferta de um s¢ plano para todo o funcionalismo, visando
economizar recursos do Or‡amento. O Minist‚rio do Planejamento j  solicitou
dados a todos os ¢rgÆos da Administra‡Æo para viabilizar licita‡Æo £nica.
"Planejamos melhorar o servi‡o prestado e reduzir custos, atrav‚s do ganho de
escala", explicou um t‚cnico da equipe que trata do assunto. Se a inten‡Æo ‚
louv vel – melhor atendimento m‚dico e menor gasto de recursos p£blicos -, na
pr tica a hist¢ria pode ser diferente.  o caso da Geap, a gigante dos planos de
sa£de do setor p£blico, respons vel por 690 mil participantes e benefici rios
distribu¡dos por sete minist‚rios e diversos ¢rgÆos. Apesar do volume de
clientes, a Geap oferece servi‡o com pouca qualidade, atrasa pagamentos e cobra
participa‡Æo alta nos procedimentos m‚dicos.

Geap: mal das pernas, pode ficar pior

A Geap vai mal das pernas, com desequil¡brio atuarial
(referente … contribui‡Æo das partes). Administrada em autogestÆo, a Geap possui
clientela com m‚dia de idade muito alta. A crise est  na pequena renova‡Æo de
clientes, gra‡as ao baixo n£mero de servidores na UniÆo ingressados no servi‡o
p£blico nos £ltimos oito anos. Dados indicam que metade dos participantes da
Geap tem idade igual ou superior a 50 anos, e 19,7% j  romperam a faixa dos 70
anos, o que eleva os custos de atendimento m‚dico. Como h  forte demanda no
servi‡o p£blico da ativa por atendimento de melhor qualidade, h  quem defenda no
interior do Minist‚rio do Planejamento uma licita‡Æo s¢ para esses servidores,
ficando com a Geap o encargo de atender os inativos. Isso, em pr tica,
representar  um golpe de morte na j  cambaleante empresa.

‘Or‡amento participativo’

Mudan‡as no plano de sa£de pretendem ser o primeiro passo do
Governo Lula na incorpora‡Æo de novos temas na pauta de discussÆo das
negocia‡äes salariais. A UniÆo quer deixar claro que reajustes reais exigirÆo
cortes equivalentes em outras  reas, como a do aux¡lio-transporte. A id‚ia ‚
dividir com os servidores responsabilidades pela decisÆo de onde retirar
recursos para aumentos salariais, no melhor estilo "or‡amento participativo". A
decisÆo sobre a destina‡Æo das verbas caber  tamb‚m aos servidores.

Mercado euf¢rico com possibilidade

A possibilidade de uma superlicita‡Æo do Governo federal para escolher um
plano de sa£de unificado para os servidores deixou o mercado euf¢rico. Para o
presidente da Associa‡Æo Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) do Rio,
S‚rgio Vieira, as empresas privadas tˆm condi‡äes de oferecer pre‡os e
atendimento melhores. Segundo Vieira, a principal razÆo ‚ que elas dispäem de
boa estrutura pr¢pria.

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