Na luta pela MP, carreiras típicas de estado se reúnem no SINAL
Quinze dirigentes, representando as entidades Unacon, Afipea, Assup, Assecor, Unafe, Anpla, Aace, Anfip, Anesp. Sindcvm e Sinal, reuniram-se nesta manhã no auditório do Sinal-DF, ocasião em que foi realizada uma avaliação da repercussão do encontro no MPOG, na última terça-feira feira, e discutiram-se a realização de ações conjuntas visando pressionar o governo à edição da MP.
Avaliação da repercussão desse novo adiamento da MP junto às respectivas bases:
Na maioria das categorias há um sentimento generalizado de decepção, desconfiança e preocupação com eventuais surpresas, representadas por notícias de que no texto legal estariam "novidades" não negociadas como a instituição das "travas" e a indefinição quanto à inclusão de carreiras na MP.
Entretanto, na avaliação de algumas entidades, existe a percepção de que a MP não corre riscos, ressalvado que, à medida que o tempo passa e não há um desfecho, a tendência é de frustração e de revolta, mas não se enxerga clima para movimentos paredistas neste momento (esta foi uma percepção geral).
Pelo Sinal foi dito que a repercussão junto à base foi péssima, pois as declarações do Secretário Duvanier acentuaram o sentimento de desconfiança quanto à intenção do governo em honrar este acordo, sentimento esse que vem em um crescendo a cada novo adiamento.
Foi dito ainda que chegaram ao Sindicato propostas de que este fórum atue em conjunto, de forma mais enérgica, a partir de um prazo estipulado para que o governo cumpra os acordos.
As entidades sindicais entendem que não existe justificativa técnica para que a MP não seja editada e concluem que a motivação do governo é eminentemente política. Presentes as considerações aqui citadas as entidades sindicais decidiram, consensualmente, as seguintes
linhas de atuação conjunta nos próximos dias:
a) Acionamento das respectivas bases parlamentares, a partir das representações regionais;
b) Pedido de audiência com ministros envolvidos direta ou indiretamente no processo de negociação;
c) Manutenção e maior estreitamento das relações entre as entidades que compõem este fórum, na busca de solução para problemas comuns, como é o presente caso da edição da MP, e da posterior atuação no Congresso, visando à apresentação e defesa de emendas destinadas a corrigir eventuais "surpresas" no texto legal;
d) Cobrança de maior envolvimento dos dirigentes dos respectivos órgãos e entidades na busca de solução do impasse.
As entidades voltarão a se reunir na próxima semana para dar andamento e seqüência às ações acima referidas.

