Edição 40 - 06/05/2009

SINAL REÚNE-SE COM A DIRAD

Na tarde de ontem representantes de todas as regionais do Sinal participaram de videoconferência com o Diretor Anthero, retomando as reuniões periódicas iniciadas no ano passado.

REALIZAÇÃO DE CONCURSO

Ao ser questionado sobre a necessidade premente de reposição de quadros, tendo em vista a possibilidade de aposentadoria em massa de servidores, o Diretor disse que vem fazendo gestões para reposição dos quadros do BC há algum tempo, argumentando que o BC vem ampliando sua participação em fóruns internacionais, como o Fórum de Estabilidade Financeira, além do impacto das iminentes aposentadorias.  Afirmou que as conversas foram interrompidas com a crise e recentemente retomadas com mais força em favor do BC, pois temos tido um papel central na estabilidade do país, afora a projeção externa do banco. Valorizou a atuação do Sinal na questão, dizendo que há somatório de forças na tentativa de aprovar o concurso público. Disse que o Presidente Meirelles também está atuando para viabilizar a reposição de quadros. Acredita que em breve será autorizado um concurso para o BC. Anthero aproveitou para elencar uma série de ações para melhorar a eficiência no BC, no campo da informática e da infraestrutura em geral, o que poderá minimizar a escassez de quadros.

MECIR

As aposentadorias preocupam, não só no MECIR, mas em toda a DIRAD, onde a média de idade é mais elevada em relação ao BC como um todo. O MECIR apresenta alguns agravantes: pouca renovação, pois quase não desperta interesse, a despeito da importância da área e de diversas atividades nobres lá exercidas. Enfatizou a necessidade de melhoria nos processos e citou o projeto específico no MECIR de informatização de manipulação de numerário, saneamento e destruição de cédulas. Outro projeto envolve a reformulação do sistema de distribuição e de controle do dinheiro. Em outros países o processo é robotizado e informatizado. Diretor não vê a possibilidade de perda importante de funções, ainda que pretenda terceirizar algumas atividades que ele julga meramente operacionais. Disse, ainda, que é preciso baixar o custo de saneamento do meio circulante, sobretudo no que se refere à segurança e a manipulação de numerário. A emissão e a destruição do numerário, que são para o Diretor as atividades essenciais do Mecir, não serão terceirizadas.

DESEG

Questionamos o Diretor sobre as providências tomadas a partir do diagnóstico apresentado pelo Sinal no documento "Pauta DESEG". Anthero avalia que o DESEG, por se tratar de área relativamente nova e criada em momento de forte estresse, apresenta muitos problemas. Para ele, chegou a hora de repensar processos e organizar o departamento, sobretudo a organização do trabalho e a postura gerencial. O GT, constituído para propor melhorias no departamento, está concluindo a análise para apresentação do relatório à Diretoria. O Diretor afirmou que implementará as mudanças que visem a excelência da área e que permitam maior satisfação e qualidade de vida aos servidores daquele departamento.

O CR/BH perguntou se, em face das medidas a serem adotadas, que, segundo o diretor, transformarão o DESEG em área de excelência, haverá mudança na política de mobilidade do DESEG, pois não há satisfação nem qualidade de vida se os colegas forem forçados a trabalhar naquele departamento. Anthero disse que já foi possível transferir algumas pessoas e que o DESEG não será uma unidade diferente no quesito mobilidade, oferecendo aos servidores somente a porta de entrada. Salientou, no entanto, que será necessário, como nas outras áreas, conciliar o interesse do BC e o interesse das pessoas. É preciso também trabalhar os aspectos gerenciais da área e direcionar, na medida do possível, os servidores para áreas que tenham mais afinidade.

REESTRUTURAÇÃO E VALORIZAÇÃO DAS REGIONAIS

O Sinal mostrou preocupação de que a contratação de consultoria seja o primeiro passo para uma nova reestruturação, nos moldes da ocorrida em 1999. Sobre este tema, o Diretor adiantou que o trabalho não tem relação com a reestruturação de 99, pois não há pressão para redução de despesas de pessoal. Na verdade, a situação é oposta, pois há excesso de trabalho e escassez de pessoas no BC atualmente. O objetivo da contratação é o de retomar o planejamento estratégico, organizar o BC em face dos desafios que vem se apresentando e da restrição de recursos, e analisar a divisão de trabalho e a alocação de recursos para maximizar nossa atuação. Não há intenção, por exemplo, de reduzir as atribuições de qualquer regional no processo. Ainda a respeito das regionais, disse que estão mantidos os planos de construção dos prédios de Porto Alegre, do MECIR/RJ e de Salvador.

O CR/Belém insistiu na necessidade de se valorizar as áreas finalísticas naquela regional. O Diretor disse que não se pode inventar serviço para justificar uma regional, mas tanto o MECIR, quanto as áreas de Pesquisa Econômica regional, e de organização e supervisão de instituições não-bancárias devem ser reforçadas naquela regional para atuação na região Norte do país. A prestação de serviços para outras regionais pode ser dinamizada também, a exemplo da área de desenvolvimento de software de Recife.

CONCORRÊNCIAS VICIADAS E FALTA DE CRITÉRIO NA POLÍTICA DE TRANSFERÊNCIA DE SERVIDORES 

Os Conselhos Regionais de Porto Alegre e de Belém questionaram a realização de concorrências de cartas marcadas no DESEG. Os candidatos inscrevem-se no processo seletivo, mas o BC não ouve nenhum dos postulantes, não dá satisfação a ninguém e a questão é decidida nos gabinetes, sempre em favor de quem tem o padrinho mais forte, normalmente quem coordena o processo. O Sinal ponderou então que ou o BC patrocina concorrências justas, limpas e transparentes, ou assume o ônus de não realizar concorrência alguma e nomeia a critério da administração, sem enganar os colegas. O Diretor estranhou o relato, comprometeu-se a checar os fatos e discorda da condução do processo desta forma.

O CR/Belém questionou também a liberação sem concorrência de funcionária do DESEG para a área administrativa, ao passo que outra colega do mesmo departamento desejava participar de concorrência para suprir vaga no DEPEC, para substituir colega prestes a se aposentar, e foi impedida. Qual a lógica? Diretor concordou com a crítica e disse que iria apurar os fatos.

O Diretor colocou-se à disposição para discutir assuntos relativos a outras áreas do BC quando requisitado. O Sinal continuará monitorando os assuntos relatados acima e tornará periódica a reunião com a DIRAD, trazendo para resolução todos os assuntos pendentes com a Diretoria Colegiada do BC.

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