Deu na imprensa
Onda de greves
As carreiras de Estado (o topo) não são as únicas que estão mobilizadas para conseguir reajuste salarial. Toda a base dos servidores do Poder Executivo também está em greve ou perto de entrar, com operações padrão ou paralisações temporárias. Sem falar nos professores das universidades federais, como a Universidade de Brasília (UnB), que já estão de braços cruzados há mais de um mês. Quem também pode paralisar as atividades é o quadro do Poder Judiciário. Aliás, em 2011, apenas os servidores do Judiciário e do Ministério Público da União pressionaram o governo por reajuste salarial. (Do Jornal de Brasília).
Protestos devem se intensificar nas próximas semanas
Durante a próxima reunião do fórum das entidades representantes do serviço público federal, nesta terça-feira (26/06), a Conlutas irá propor a formação de um acampamento permanente dos servidores na Esplanada dos Ministérios. A ideia é mobilizar algo em torno de 5 mil a 6 mil servidores durante as primeiras semanas de julho e manter o protesto até o fim da campanha salarial. Outra proposta será para a realização de uma nova marcha dos servidores na Esplanada, dia 17 de julho.
Paralisação nessa 5ª, 28
Em resposta a posição atual do Governo de conceder 0% de reajuste, a assembleia conjunta com a SUSEP aprovou paralisação de 24h para 28/6, 5ª-feira.
Em assembleia que reuniu cerca de 300 servidores do BCB e SUSEP, no dia 18.6, com a presença de representantes da CVM, foi aprovada, por unanimidade, paralisação por 24 horas no próximo dia 28.6, 5ª. feira, no mesmo dia em que ocorrerá em Brasília ato de protesto na porta do Ministério do Planejamento, com caravanas de todas as regionais e com grande apoio do pessoal de Brasília.
A nossa única opção é ampliar a mobilização! (Rionet)
Mudanças na LDO 2013
Nesse momento há uma luta nos bastidores da Comissão Mista de Orçamento do Congresso para que os aumentos salariais sejam incluídos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013. Pressionada pela onda de greves e por ações na Justiça que podem ser favoráveis aos reajustes salariais, principalmente do Poder Judiciário e MPU, a presidente Dilma poderá adotar a estratégia do parcelamento do reajuste, como fez Lula e, dessa forma, diluir ao longo dos próximos anos o impacto no caixa do Tesouro Nacional. Pode ainda conceder aumentos em meses diferentes para categorias diferentes, reduzindo a repercussão sobre a folha de pagamento do próximo ano.
O quadro atual
Entre civis e militares, existem hoje 1,7 milhão de servidores públicos federais ativos e aposentados no Brasil. O gasto com pessoal foi de R$ 153 bilhões no Executivo, R$ 28 bilhões no Judiciário, R$ 7,3 bilhões no Legislativo e R$ 2,8 bilhões no Ministério Público da União.
Aumentos travados
Sindicalistas que tentam conseguir aumento no governo Dilma Rousseff começam a ter saudade de Lula e de FHC. Sem conseguir nem um aceno positivo do Planalto, dizem que reunião após reunião ouvem os mesmos argumentos para justificar a manutenção dos salários: a crise da Grécia e a morte de Duvanier Paiva, então responsável pela negociação com os servidores. (Lauro Jardim/Veja)


