Governo tenta driblar movimento grevista convocando Secretário-Geral da Presidência para o diálogo com servidores
Diante da determinação das carreiras federais em paralisar suas atividades na defesa da reposição salarial, a presidente Dilma Rousseff convocou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência para a articulação com as direções sindicais.
Conhecido por sua relação com o movimento social, Gilberto Carvalho, por meio de seu assessor especial, o ex-sindicalista José Feijoó, informou que a presidente Dilma, “sensível ao movimento paredista, atenderá a algumas demandas”, sem especificar quais.
Feijoó informou que o governo deverá apresentar propostas antes de 31 de agosto, prazo do governo para encerrar as negociações. Na “questão Banco Central”, no dizer do governo, ele acreditar ser difícil, neste momento, a equiparação salarial com a Receita Federal.
O diálogo governo-sindicatos continua sob a égide do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Na prática, entretanto, a Presidência da República busca o “controle político” do movimento pela interlocução da Secretaria-Geral.
O reforço na articulação com o movimento é justificado pela “insensibilidade” da ministra do MPOG, Miriam Belchior, às reivindicações constitucionais – é bom lembrar – dos servidores federais. Belchior gostaria de mais 45 dias para estudar os pedidos das carreiras.
Vale registar, novamente, que o diálogo sindicatos-Planejamento acontece desde o ano passado.
Várias categorias já determinaram greve ou estão em greve.


