Edição 112 - 20/08/2012

Muito aquém do esperado

O autoritarismo e a intransigência da presidente Dilma Rousseff resultaram na unidade do funcionalismo federal, que não se arrefeceu diante das ameaças e dos retrocessos antidemocráticos nas negociações salariais.

Após nossa mobilização, no contexto de uma campanha salarial conjunta com outras carreiras estratégicas do Estado, que passou pela greve altamente participativa do dia 8 de agosto no BC, o governo, ao constatar que não nos intimidamos e continuamos determinados a defender o que nos é de direito, passou a anunciar percentuais para “recomposição” salarial, muito embora ainda bem abaixo do que temos pleiteado.

Na reunião de 18 de agosto de 2012, por fim, o governo apresentou uma proposta de reajuste de 15,78% que, além de não recompor devidamente nossos salários, submetidos ao congelamento nos últimos cinco anos, viria escalonado para os próximos três anos (janeiro de 2013, 2014 e 2015), em completa dissonância e insuficiência em relação à pauta salarial da categoria, e mais, com a intenção de impor compromisso de só voltar a falar em salários em 2016.

Ademais, ainda permanecem vivos em nossa memória índices que nos foram oferecidos em negociações passadas, porém, imediatamente ultrapassados por ofertas a outras categorias, criando um fosso salarial sem precedentes com essas carreiras – além de acordos assinados e não cumpridos pelo governo, tais como a modernização da carreira.

Nesta reta final da campanha, voltamos a cobrar publicamente uma audiência com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para tratarmos de temas de interesse da categoria que se sucedem sem solução nas campanhas salariais: carreiras no BC no topo do Executivo, o tratamento das questões administrativas e, sobretudo, a defasagem salarial a que estão submetidos os Técnicos do Banco Central.

Conclamamos a categoria a permanecer unida e mobilizada nestas duas semanas decisivas à complexa e difícil campanha salarial. Novos encaminhamentos devem surgir tendo como horizonte a reunião marcada com o governo para o próximo sábado, dia 25, com possível espaço para avançarmos na proposta apresentada.

A participação de todos na assembleia de quinta-feira, 23, é de suma importância nesta reta final da campanha salarial 2012.

O posicionamento e a mobilização da categoria são decisivos para o seu desfecho!

Vamos, unidos, à AGN de 23 de agosto!

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