ROTINA DE UM SEPTUAGENÁRIO

    <!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Verdana; panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}–>Pois é, meus amigos, hoje decidi contar para vocês arotina diária deste 73. Alguns já dirão: “bolas, que me interessa isso?” Calma,gente, afinal pode ser que de repente eu acabe contribuindo com algo de bompara vocês. Por que não? Não estarei dando conselhos, nem apresentando algumaforma de viver melhor, nada disso. Apenas abrindo meu “arquivo secreto” de umarotina de muitos anos. Desde muito jovem sempre fui incentivado por meu pai, eleque foi um belo nadador, além de remador dos bons, na época, a fazer exercíciosvariados. Eu treinei remo, fiz exercícios com pesos, corria, jogava basquete,volley, tênis de mesa e futebol, ou fazia que jogava, claro. Assim jamaisdeixei de me exercitar. Tive minha fase também na yoga nos anos 60/80. Entre1970 e 2001 fiz também corridas de manutenção diariamente. Minha rotina de hoje começa ali pelas 8:00 hs, porque andomeio preguiçoso, pois até um ano atrás eu acordava às 7 hs. Tomo um copo deágua, em jejum, todo dia.Vou ao café da manhã, ou pequeno almoço, para osamigos lusos. Este se compõe de uma xícara de café com leite. Uso Molico, empó, e Nescafé Matinal, que é mais leve, adoçado com Zero Cal. Completam aprimeira refeição do dia cinco biscoitos Cream Cracker e um pouco de requeijão,light. Já ouvindo a rádio CBN, horário do Heródoto Barbeiro. A seguir sento ao computador só por uns dez a quinzeminutos para “limpar” a minha caixa de entrada que mantenho no provedor Terra.Atiro ao lixo tudo que não me interessa, e separo as mensagens que podem entrarcom segurança para o meu outlook express. Dou uma olhada rápida e desligo ocomputador.  Como dizemos por aqui, vou, logo em seguida, “passar umfax”. Depois calço meu tênis e inicio minha caminhada, não sem antes deixar quatrocopos cheios de água sobre uma bancada. Explico. De há muito desisti decaminhar na rua ou mesmo na praia. Nas ruas pela irregularidade do seu piso (sempregrande risco) e na praia pela distância, pois teria hoje que ir de carro. Issonão me agrada e me atrasa.  Assim caminho em nosso terreno passando pelo quintal, pelagrande garagem, pela varanda externa, pelo gramado, sempre em bom ritmo e comtotal segurança. A cada dez minutos pego um dos copos, ao passar por eles, ebebo metade da água. Em uma hora de caminhada bebo mais de três copos sematrapalhar meu ritmo. Também a cada doze ou quinze minutos, sem parar, meçominha freqüência cardíaca usando um relógio apropriado. Se está num máximo entre95 e 105, tudo bem, se menos, posso acelerar mais um pouco. Temos 400 m2 de terreno. Curiosamente hoje em dia quanto mais o tempo passa, quantomais caminho, meu esforço exige menos energia do coração. Num ritmo em que aocomeço gera cerca de 102 pulsações por minuto, passa a ficar num máximo de 93ou 94, e assim vai baixando. Não gosto de exigir demais de mim porque não souatleta e nem tenho necessidade disso. Ademais estou nos 73. Caminhar é preciso,correr não. Tenho feito caminhadas diárias de uma hora, sem parar umsó dia. Quando está muito quente, reduzo o tempo para no máximo 50 minutos. Aofim do caminhar, tiro o tênis, deito-me num sofá e relaxo por uns 15 minutos.Vejam que logo aos 7 ou 8 minutos, minha pulsação já está em menos de 80,algumas vezes até abaixo de 70, por minuto. Meu cardiologista diz que isto éótimo e eu concordo. Relaxo e ao mesmo tempo faço a respiração yoga, ou”pranayama”. Volto então ao computador por uns 30 minutos, e depois nãodispenso aquela “beliscada” em que tomo meio copo de Mate, natural, sem gelo, ecomo uma ou duas bananas. A partir daí vou ao banho e ao término deste retornoao computador. Dizem os entendidos que usar o computador desta forma tem menospossibilidades de nos criar problemas de várias ordens.  Então ajo certo. Só saio da “máquinainfernal” quando sou chamado para o almoço momentos depois.  Bem, minha alimentação é feita por feijão com arroz, maisfrango ou peixe, salada de legumes variados, e eventuais batatas cosidas. Muitoraramente comemos, eu e Lena, carne vermelha. Algumas vezes incluímos massa,macarrão, em substituição ao feijão com arroz. Na sobremesa salada de frutasalternada com pequenos pudins que Lena faz ou queijo com goiabada. À noite ésempre gelatina de sabores variados. Durante as refeições ingiro apenas cercade meio copo de suco de uva integral, que chamo de “vinho de missa”, tem saborde vinho, mas sem álcool. Dou preferência às marcas SALTON e CASA DE BENTO.Excelentes. Logo após o almoço faço uns 20 minutos de caminhada suave,junto com Lena. Ajuda a digestão. Conselho sábio do nosso bom Dr. Carlos deFaria, homeopata, meu médico há 35 anos. À noite, após o jantar, também caminhouns 20 minutos. Somando os tempos chego a cerca de uma hora e quarenta minutosde caminhada diária. Passadas cerca de uma a duas horas do almoço não dispensouma boa sesta, e Lena também. Isto diariamente. Meu cardiologista também aprovaeste hábito.  À tarde, se não vamos à rua fazer compras, dar um passeio,etc, então volto por mais um tempo ao computador. Ali pelas 17:30 hs vai bem umlanchinho rápido e leve. Também não abro mão dos meus abdominais, hábito bemantigo. Eu faço geralmente entre 120 e 150, cerca das 20:30 hs, antes dojantar. Entre as séries costumo controlar a pulsação. Minhas crônicas, escrevo quando bate aquela inspiraçãosobre certo assunto ou personagem. Outras vezes quando presencio situações narua ou em alguma loja. Nunca dou um texto por terminado antes de o relerdezenas de vezes.  À noite arrumo sempre um horário para usar o computador,mas não por muito tempo. Acostumamo-nos a deitar antes da meia-noite, e algumasvezes até antes das 23 horas. Não somos de ficar a ver Tv na cama.  Assim termina mais um dia deste septuagenário. Antes dedesligar o abajur também costumo medir minha pulsação. Algumas vezes ela jáestá em menos de 70. Meus dois médicos aprovam e elogiam. Assim durmotranqüilo. Boa noite.