Edição 79 – 19/5/2020

Em ofício ao BCB, Sinal requer manutenção do trabalho remoto; Fonacate avalia judicialização


O Sinal encaminhou, nesta segunda-feira, 18 de maio, ofício ao presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, em que defende a manutenção do regime de trabalho remoto, instituído em virtude da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). O pleito se dá em razão de um movimento em outros órgãos da Administração Pública pelo retorno às atividades presenciais.

No documento, o Sindicato destaca que não há razão para o fim da atual rotina neste momento e pondera que uma decisão precipitada pode refletir negativamente nos resultados entregues pelo BCB. “Entendemos ser uma medida apressada e prejudicial até mesmo à qualidade dos serviços prestados pela Autarquia que, hoje, vêm sendo desenvolvidos pelos servidores, reconhecidamente, a contento, muito em função das condições de segurança que o trabalho remoto têm lhes proporcionado”.

O Sinal ainda ressalta o risco potencial de contágio e alastramento da Covid-19, haja vista as condições do ambiente de trabalho e do deslocamento do servidor, de sua casa até a repartição pública. Por fim, solicita a “atuação contrária a estas medidas” por parte de Campos Neto.

Veja aqui o documento na íntegra.

Servidores vão à Justiça

Reportagem publicada pela Folha de São Paulo nesta segunda-feira repercute ações judiciais que representações do funcionalismo têm impetrado contra o fim do trabalho remoto.

Em entrevista ao veículo, o presidente do Sindicato e vice-presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Paulo Lino, informou que as entidades do Fórum avaliam a possibilidade de também judicializar a questão. De acordo com ele, em reunião na tarde de hoje, 19, serão discutidos os encaminhamentos “tanto no aspecto administrativo quanto no judicial, se for preciso”.

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