Edição 051 - 02/07/2020

OS AMIGOS DO CORONAVÍRUS

A princípio, vivemos uma tragédia nacional com a morte de cerca de 60 mil brasileiros, aliada a uma devastação inédita da economia e dos empregos.

Isto deveria ser mais do que suficiente para exigir um comportamento mais ético e solidário das pessoas.

Infelizmente, a realidade apenas nos mostra a total insensibilidade das castas políticas e econômicas que dominam o nosso país.

Falar em reduzir um só centavo de mordomias, no Congresso Federal, Assembleias Estaduais ou Câmaras Municipais, além dos poderes públicos em geral, é falar de corda em casa de enforcado.

Existem exceções, mas o mantra é o conhecido “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

A voracidade e ganância da maioria deles não tem limites.

A composição política do governo federal com o Centrão é puro escárnio: “vocês me livram do impeachment que estão aqui as chaves do cofre!”.

O que dizer aos colegas que votaram neste Governo e pensaram que estavam votando contra “tudo que está aí!”?

Lamentavelmente, temos que informar que o “tudo que está aí!” continua muito bem.

Aliás, engordou!

Como previsto, os bilhões do Orçamento colocados nas mãos dos Governos Estaduais e Municipais para socorrer as vítimas já ganharam os seus previsíveis “descaminhos”.

Para estes, mais do que gerir uma Pandemia, o importante é tirar vantagem dela e, sob a sombra da emergência, desviar recursos sob os mais diversos esquemas.

Superfaturar respiradores inúteis, contratar dezenas de Organizações Socias para construir hospitais de campanha de brinquedo e prestar serviços que não são vistos.

Até as eleições municipais, além da prorrogação do auxílio emergencial, eles vão tratar de arrancar dos cofres públicos dinheiro suficiente para Prefeitos e Vereadores inundarem a campanha de cestas básicas.

É pelo pseudoassistencialismo – outro acionista desta tragédia – que o Centrão pretende fazer a festa da situação.

Mas não são apenas as medidas do Governo que produzem sócios do Coronavírus, mas também a falta delas.

Após a reunião ministerial de 22 de abril – um mês depois -, os dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostraram que o ministro escancarou a passagem da boiada, com um aumento de 55% no desmatamento no primeiro quadrimestre do ano em relação ao mesmo período de 2019.

Mas não é só, o Rio de Janeiro teve o abril de maior letalidade policial dos últimos 18 anos.
Parece que com menos circulação de pessoas nas ruas, os policiais ganharam, finalmente, o ansiado excludente de ilicitude.

O ministro da Economia, cuja agenda é feita não para mudar o Estado, mas para dizimá-lo, aproveita as novas boas relações com o Centrão para continuar a liberar privatizações enquanto espera retornar a sua campanha de perseguição ao Servidor Público.

Afinal, alguém terá que pagar a conta.

Nada como uir o útil ao agradável.

É imoral, é criminosa, a atitude destas castas privilegiadas ao insistirem em suas ambições execráveis enquanto a população come o pão que o diabo amassou.

Tudo isto num país pobre e dependente de logística e recursos técnicos parcos e que está dando nós nas tripas tentando sobreviver.

Seja pela periculosidade fatal da Pandemia, seja pelas consequências desastrosas na Economia.

Ambas as frentes de batalha são indivisíveis.

A prioridade, agora, é salvar vidas, sem desdenhar da importância de manter o país funcionando.

Os amigos do Coronavírus, parece, são incapazes de assimilar isso.

CAMPANHA SINAL-RJ DE COMBATE AO CORONAVÍRUS

FIQUE EM CASA!

Fundo solidário COVID-19 para Mães das Favelas

Mães da Favela - #cufacontraovirus

Mães da Favela, por todo território nacional sendo atendidas pela campanha  “Cufa contra o virus” e “Mães da Favela”. O amor é a principal motivação para esse mar de solidariedade e afeto .

“… A fim de garantir a transparência absoluta do programa Mães da Favela, a Central Única das Favelas (CUFA) fechou parceria com a empresa ProAudit. A empresa vai ficar responsável pela gestão de todos os canais do Mães da Favela e pelo controle de todo o fluxo financeiro do programa, desde a entrada dos recursos até a chegada na conta das mães da favela.”
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