Edição 79 - de 21/11/2018

PASBC: A chantagem como solução.

Tem algumas boas notícias, avanços que merecem o nosso elogio, como a isenção de PDL para os eventos básicos e a eliminação de algumas restrições no sentido de ampliar a equidade no Regulamento.

Ocorre que as boas notícias acabam por aí.

As demais propostas são apenas restrições, sendo algumas delas verdadeiras “escolhas de Sofia”: padrastos X pais, ex-cônjuges e manutenção de filhos como não-presumidos.

E o mutualismo do nosso PASBC, como fica? Foi pro lixo! É salve-se quem puder!

As co-participações crescem substancialmente e os cálculos dos limites passam a ser independentes, além da contribuição, você pagará mais, bem mais por exames e eventos ambulatoriais. A inflação “médica” é atroz? Então por que o indicador de crescimento das despesas do Programa ficou perto do IPCA em 2017?

Querem nos empurrar goela abaixo outra matriz atuarial do “fim do mundo”! O nome disto é chantagem.

A atualização do Regulamento se dará, no máximo, em 5 anos (ou seja, na prática, poderá ser atualizado conforme a conveniência deles!). Ora, pretendem, na consulta aos servidores, que nós lhes ofereçamos carta branca para tranquilamente repassar os futuros aumentos como bem entenderem! Novos “fins do mundo” nos esperam!

No discurso da diretora de Administração e do chefe do DEPES, esta é a melhor forma de preservar o Programa (ou seja: este é o anzol que você deve morder se quiser sobreviver dentro do aquário).

Não acreditamos! Decisões técnicas são sempre precedidas de decisões políticas! E o que fica bem claro é que a decisão política do Banco foi jogar para cima do funcionalismo a conta pelo custeio daquilo que é fundamentalmente o seu direito ao Programa de Saúde.

E as melhorias de gestão? Bem, isto já é bem mais difícil. Os efeitos das reduções de custos, segundo eles, só serão observáveis (talvez com lupa!) a partir de 2020/2021.

Resumo da estória: O funcionalismo, que está com o reajuste do ano de 2019 ameaçado e com perspectivas do seu salário ficar congelado para os próximos anos, segundo a direção do BCB deverá ainda arcar com aumentos de despesas que variam em torno de 100%, e isto apenas nas contribuições normais!

Ou seja: Redução salarial e de uma só vez! Na véspera da festejada independência do Banco Central? E da saída do atual Presidente?

E quanto ao diálogo? Ah, é simples! Voce ainda não entendeu? Funciona assim: os servidores podem falar à vontade, desde que concordem em fazer o que a direção disser que deve ser feito. O Banco não procura soluções, ele procura culpados! Como, na sua visão, a culpa pela utilização do Programa é dos seus participantes, eles que paguem! Chama-se a isto de autoritarismo de resultados.

Não caia nessa! Não morda o anzol!

Não responda a consulta do Banco antes de participar efetivamente (ou, ao menos, de saber os resultados) do debate que vem sendo promovido, em âmbito nacional,  pelo Sinal, o qual, no Rio de Janeiro, ocorrerá conforme a Programação apresentada a seguir.

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