NOVOS TEMPOS, VELHAS ESPERANÇAS
Ap¢s quatro longos anos de intransigˆncia e arrogƒncia no trato com o Funcionalismo, ap¢s insistir em nÆo atender (ou ao menos negociar) a pauta salarial apresentada pelos representantes dos servidores e ap¢s implantar a perversa “reestrutura‡Æo” do BC da maneira
mais autorit ria e truculenta poss¡vel, acabando com o natal de diversas fam¡lias removidas … for‡a, o atual Presidente do Banco ainda nos deseja um Feliz Natal.
Nosso Natal realmente poderia ser bem melhor se tivesse havido empenho do nosso Presidente e da Diretoria para , por exemplo, melhorar
o sal rio de ingresso (como aconteceu na Receita Federal). Poderiam ter revisto a nefasta “reestrutura‡Æo”, ter ampliado a atua‡Æo das regionais (ao inv‚s de promover o seu esvaziamento), ter dinamizado a fiscaliza‡Æo
(ao inv‚s de concentr -la no “risco sistˆmico”), ter valorizado a rea meio do Banco (ao inv‚s de deix -la ao relento). Enfim, poderiam ter feito
muitas coisas que nos proporcionariam um ambiente de trabalho mais digno e um final de ano mais feliz.
Os fatos estÆo a¡, estampados nas manchetes dos jornais, para provar que, quando h vontade pol¡tica, nÆo existe escassez de recursos
ou restri‡äes de qualquer ordem. Os ministros do STF ampliaram o seu teto salarial para 17 mil, os deputados acabam de passar seus sal rios para R$ 12.700 a partir de fevereiro de pr¢ximo ano. E n¢s? Quando teremos dirigentes com sensibilidade para perceber que nÆo h institui‡Æo que funcione com um quadro de funcion rios desmotivados, com o moral na
sarjeta?
Nossos desejos de fim de ano nÆo sÆo tÆo dif¡ceis de realizar: queremos ser tratados com dignidade, queremos que a pr¢xima Diretoria
tenha como meta as causas do Banco, como a reversÆo do sucateamento a que estamos sendo submetidos e o fortalecimento da institui‡Æo, exigindo o respeito que merecemos como autoridade monet ria e lutando pela manuten‡Æo da qualidade do seu corpo funcional, com um quadro de carreira que proporcione o crescimento
pessoal e a motiva‡Æo para servir cada vez melhor … sociedade.
Enfim, queremos que a pr¢xima Diretoria veja a sua passagem no Banco nÆo apenas como meio de enriquecer seus curr¡culos ou de se eternizar nos cargos, mas sim como uma oportunidade £nica e especial de contribuir para o aperfei‡oamento democr tico e a constru‡Æo de um BC melhor.

