Edição 74 - 26/06/2007

Reunião dos Comissionados do Banco Central-RJ aprova documento em defesa da instituição

O SINAL RJ realizou ontem, 25.6, pela manhã, reunião com cerca de 70 comissionados sobre a negociação dos dias em greve.

A reunião contou com muita participação e foram colocadas várias propostas e argumentações para serem utilizadas na reunião da Mesa hoje.

Na oportunidade, foi aprovado um documento(abaixo) e autorizada a sua ampla divulgação, inclusive, na reunião da Mesa.

Em suma, foi unânime a posição contra o desconto e a preocupação acerca de uma inevitável deterioração do ambiente de trabalho, caso ele se concretize.

Documento dos comissionados do Banco Central-RJ (*), em defesa da instituição e contra o desconto pecuniário dos dias referentes à paralisação pela recomposição salarial

Este documento, de iniciativa de servidores comissionados do Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, vem refletir a nossa preocupação com relação a provável deterioração das relações de trabalho e com a contaminação do clima organizacional, caso se concretize a ameaça de desconto pecuniário dos dias decorrentes da paralisação pela recomposição salarial, direito que foi afirmado e reconhecido pelo próprio governo ao nos propor a efetivação de uma nova tabela salarial.

Por tradição, os serviços acumulados em decorrência das paralisações, cuja totalização já foi concluída e encaminhada à administração central, sempre foram repostos a tempo e a contento por intermédio de horas de trabalho e assim será feito de forma responsável, como sempre o fizemos, num comportamento que tem levado esse Banco Central à posição de respeito que a sociedade brasileira hoje lhe delega.

Esta autarquia e seus servidores vêm sofrendo, nos últimos dez anos, com a subtração de conquistas: foram-se o plano de complementação de aposentadoria (Centrus), o FGTS, os abonos, a licença-prêmio, os anuênios, os décimos, as garantias na aposentadoria, a queda vertiginosa da qualidade e o aumento de custos do nosso plano de saúde e uma profunda depreciação salarial. Nesse quadro, a efetivação do referido desconto, que inclusive não tem base legal para ser aplicado, poderá deflagrar um sentimento de profundo descontentamento, que comprometerá seriamente o ambiente de trabalho e terá influência negativa na qualidade dos serviços prestados por esta Autarquia.

Nesse contexto, alertamos para os graves prejuízos institucionais que advirão com a aplicação dessa medida, penalizando injustamente o quadro de funcionários do BACEN, que tem demonstrado sua competência, dando ao Banco Central uma reconhecida posição de destaque.

Por fim, entendemos que o resgate da dignidade do funcionalismo e do orgulho de servir ao Banco Central passam pelo encaminhamento da MP que abriga a nova tabela salarial proposta pelo Governo, já aprovada pelo funcionalismo dessa casa, e pela regularização do serviço acumulado por intermédio de horas de trabalho, afastando-se, dessa forma, medidas que representem, na verdade, retaliações contra o corpo de funcionários da instituição.

(*) documento aprovado, por unanimidade, por mais de 70 servidores comissionados presentes na reunião realizada em 25.06, no auditório do BACEN-RJ.

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