Edição 90 - 23/10/2007

O seqüestro dos nossos salários

 

Dirad impõe condições para devolver os dias descontados

Mesmo depois do SINAL ter conseguido, com o apoio de parlamentares, a garantia da devolução dos dias em greve por via administrativa no BACEN, a DIRAD não mexeu uma palha e continua protelando o pagamento, o que já poderia ter sido feito há quase duas semanas.

Sob a esfarrapada alegação de que "quer aguardar a assinatura do Acordo", o Diretor vai deixando passar os dias, como se esperasse o surgimento de um fato novo que faça voltar tudo a estaca zero.

Começa a ficar claro que o nível de empenho e dedicação demonstrado pela alta direção do Banco, quanto à devolução de quase um terço dos nossos salários, é igual a zero, o que nos leva a pensar que, desde o início, eles estiveram por trás da tunga dos nossos proventos.

Será que corremos o risco de ter de voltar ao Congresso para solicitar, novamente, o apoio dos parlamentares, em virtude da omissão de quem deveria ser o principal interessado nessa devolução?

Diretor Gustavo, esse dinheiro não lhe pertence e por isso não pode ficar refém da sua vontade. Aja com a mesma altivez de seus pares do IBAMA e do MINC que não se curvaram e procederam de forma correta, devolvendo o que não lhes pertencia.

A assinatura do acordo salarial não tem a ver com o passado e sim com o futuro, por isso, nossos salários descontados não podem ficar servindo de resgate, o que nos faz supor que pode vir por aí mais uma surpresa de última hora, com a sua conivência.   

O que o Senhor quer? Levar o funcionalismo do Bacen ao desespero, e a explosão de uma nova greve? Pois bem, saiba que não falta muito.

Devolução imediata dos nossos salários.

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