Executiva do SINAL e DIFIS do BC: proposta de parceria
Na última segunda-feira, dia 14, a Diretoria Executiva do SINAL participou de reunião com o Diretor de Fiscalização, Alvir Hoffman, para tratar de assuntos de interesse da categoria, tanto sob o aspecto corporativo quanto o institucional.
A pauta, anteriormente definida, contemplou quatro blocos de questões: Acordo Salarial, Fiscalização do SFN, Combate à Lavagem de Dinheiro e Atendimento ao Consumidor Bancário.
Abordando o primeiro assunto, o Diretor informou que toda a Diretoria está envolvida na busca de uma solução para o cumprimento do acordo, mas que a interlocução com o Governo deve ser feita pelo Presidente Meirelles e pelos Sindicatos, pois "a solução faz parte de uma abordagem maior".
Ainda com relação à Gestão de Pessoas, Alvir entende que os servidores atuando na fiscalização devem receber um diferencial pela especificidade da função; em caso da inviabilidade da concessão desse adicional, a alternativa pode ser a criação de uma carreira específica.
Faz parte de suas preocupações a autonomia formal do BC – administrativa e operacional – e a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, como forma de aprimorar o arcabouço legal para a atuação do Banco.
Ao tratar especificamente da fiscalização, disse preferir a utilização das modernas ferramentas de acompanhamento do mercado: maneira mais focada, efetiva e eficaz de supervisão bancária. Perguntado sobre os trabalhos de campo, disse que é uma forma de atuação que necessita de embasamento, por isso defende o uso massivo de informações e de dados obtidos indiretamente.
Referindo-se ao atendimento do cliente bancário, manifestou-se confiante na atuação das ouvidorias como forma de desafogar as CAPs e o 0800, e agilizar a solução das reclamações. Acha que o acordo com a Secretaria de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça permitirá o acesso do BC às principais reclamações registradas nas unidades do PROCON de todo Brasil. Esses dados possibilitarão atuação mais eficaz, pois serão atacados os pontos mais críticos na relação dos Bancos com os consumidores bancários.
Ao tratar do combate ao crime de lavagem de dinheiro, afirmou considerar que o arcabouço legal é adequado, e que o COAF está estruturado e possui capacidade para o desempenho de suas funções.
Finalmente, manifestou-se com relação a uma incompreensão que, segundo ele, parece ser generalizada, inclusive entre os servidores do Bacen, quanto aos reais limites e competência para atuação do Órgão que, muitas vezes, se defronta com situações em que não pode intervir exigindo comunicação aos órgãos competentes.
Colocou-se ainda à disposição do SINAL para participar de estudos e discussões sobre a autonomia do BC.

