Edição 6 - 14/02/2008

Agora a conversa tem que ser outra.

Agora a conversa tem que ser outra.

Ontem, à noite, o Governo, representado pelo Secretário de Recursos Humanos do MPOG, Duvanier Paiva, apresentou aos funcionários da Receita Federal, uma proposta formal de tabela salarial, nivelando à remuneração dos Auditores-Fiscais a dos delegados da Polícia Federal.

O destaque foi para a atuação do Secretário da RFB, Jorge Rachid, que teve participação ativa na reunião.

O governo apresentou, os seguintes valores:

 

Inicial

Final

Auditor Fiscal

14.399,00

19.699,00

Técnico:

7.515,00

11.080,00

 

 

 

Não foi definido um calendário de implementação, pois o Governo aguarda a definição do orçamento e o equacionamento da negociação dos Advogados e Defensores Públicos, que aguarda decisão judicial.

Para nós, fica claro que além de ter descumprido o acordo que assinou conosco, o Governo, com a proposta apresentada ontem, acabou de redefinir novos limites para a negociação salarial.

Como é possível falarem em renegociação dos nossos prazos, sob a balela de corte da CPMF, quando propõem um aumento de tabela para a Receita Federal, por sinal, com toda a justiça.

Será que vão usar os valores que estão "economizando conosco" para saldar esses novos compromissos?

Agora a conversa conosco tem que ser outra, senão, além de descumpridor de contratos, esse Governo poderá ser lembrado no futuro, pela forma pouco séria com que estabelece critérios salariais para o funcionalismo federal. 

E quanto à atuação do Secretário da Receita, Jorge Rachid, em defesa de seus funcionários, fica claro que "não é necessário ficar esperando o momento oportuno ou atuar firmemente nos bastidores…". Basta ter convicção e seriedade na defesa da entidade que dirige. Basta descer do trono e fazer valer a sua autoridade. Que sirva de exemplo, enquanto há tempo.

De que adianta o Governo conseguir uma boa arrecadação para garantir o seu orçamento e colocar em risco a estabilidade econômica, que garante esse bom resultado. É isso que vão acabar conseguindo, achincalhando dessa forma o funcionalismo do Banco Central do Brasil. 

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