Resumo de algumas notícias de hoje
BC paralisa atividades (Correio Brasiliense de hoje)
O departamento de meio circulante do Banco Central (BC) –
encarregado de distribuir o dinheiro na rede banc ria das principais cidades –
paralisou suas atividades em todas as regionais do pa¡s. A informa‡Æo ‚ do
presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (Sinal), S‚rgio
Belsito.
Ainda em Bras¡lia, os funcion rios do Banco Central decidiram
ontem, em assembl‚ia, realizar paralisa‡äes di rias das 9 …s 12 horas. A
decisÆo, entretanto, conta com apoio de uma minoria dos servidores, j que boa
parte dos dois mil funcion rios do Banco Central na capital federal nÆo
participou da reuniÆo, que ainda aconteceu na entrada do edif¡cio-sede do BC.
Belsito afirmou que na pr¢xima segunda-feira os 4,6 mil
funcion rios do Banco Central decidem se realizam nova paralisa‡Æo para
protestar contra o relat¢rio do projeto de reforma da Previdˆncia. Segundo
balan‡o do sindicato dos servidores, em SÆo Paulo 45% dos funcion rios do BC
paralisaram suas atividades ontem. No Rio, pelo menos 80% dos trabalhadores
cruzaram os bra‡os.
Protesto com data e hora marcadas (O Dia, edi‡Æo de hoje)
Com o objetivo de manter o estado de greve por mais tempo, os
sindicatos tˆm optado por paralisa‡äes planejadas, com data e hora marcadas.
(….)
Os funcion rios do Departamento do Meio Circulante do Banco
Central (Mecir-BC) no Rio de Janeiro tamb‚m pararam. De acordo com o presidente
do Sindicato Nacional dos Funcion rios do BC, S‚rgio Belsito, o cofre do Mecir
nÆo foi aberto no Rio, prejudicando a remessa de dinheiro. Os funcion rios
decidiram manter a greve por mais 24 horas. Em Bras¡lia, at‚ sexta-feira, os
servidores do BC farÆo paralisa‡äes di rias de trˆs horas. (…)
Alguns ¢rgÆos , no entanto, estÆo mantendo a paralisa‡Æo
integral por tempo indeterminado. Os professores e funcion rios da UFRJ
decidiram permanecer em greve. A categoria far uma nova assembl‚ia no dia 31.
Servidor do BC decide parar na parte da manhÆ
(Folha de SÆo Paulo – 23/07/2003)
Os funcion rios do Banco Central decidiram ontem pela
paralisa‡Æo das 9h …s 12h esta semana, em protesto contra a reforma da
Previdˆncia. (…) Segundo Paulo Calovi, presidente do Sinal (Sindicato Nacional
de Trabalhadores do Banco Central), o objetivo da paralisa‡Æo ‚ prejudicar,
principalmente, o departamento de meio circulante do BC, em que os bancos pegam
dinheiro ao abrir suas agˆncias. (…)
Servidores condenam relat¢rio final
(Fernanda Nardelli, Correio Brasiliense de hoje)
(…) Estudo encomendado pelo Sindicato dos Servidores do
Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da UniÆo (Sindilegis) mostra
que a emenda constitucional foi modificada de forma a calcular os proventos
integrais para a aposentadoria apenas com base na remunera‡Æo do cargo efetivo.
Com isso, ficariam de fora gratifica‡äes e direitos pessoais adquiridos ao longo
da carreira do servidor, independentemente do cargo. ”A integralidade foi uma
mentira. A mudan‡a no texto ‚ muito sutil para atribuirmos a pressa ou engano”,
afirma o presidente do Sindilegis, Ezequiel Nascimento. (…)
O ministro da Previdˆncia, Ricardo Berzoini, adiantou que
a lei deve determinar a paridade apenas para parcelas fixas do vencimento.
Segundo ele, conceder reajustes iguais para ativos e inativos nÆo ‚ uma boa
pol¡tica de recursos humanos, porque inibe aumentos para os servidores que
estÆo trabalhando.
Outras do Palocci (Miriam
LeitÆo – O Globo – 22/07/2003)
( …) Ele acha que o relat¢rio, como ficou, permitir uma
substancial queda nos gastos p£blicos com a Previdˆncia. Diante das contas
pessimistas feitas por pessoas de fora do governo, Palocci argumentou que
ainda ‚ cedo para qualquer avalia‡Æo porque uma lei complementar definir o que
‚ sal rio efetivo sobre o qual incidir a corre‡Æo da paridade. Uma lei
complementar tamb‚m avaliar o que vai ocorrer com as pensäes.
Sem acordo entre Estados e Lula, tribut ria emperra
(Gustavo Pat£, Raymundo Costa, Leila Suwann e Wilson Silveira – Folha de SÆo
Paulo – 23/07/2003)
( …) Lula afirmou aos governadores que quer assumir
pessoalmente as negocia‡äes da reforma tribut ria porque acredita que houve
erros na condu‡Æo da reforma da Previdˆncia e que o pa¡s perdeu com as
concessäes que foram feitas. Por esse motivo, quer ter o controle de tudo o
que for discutido com os governadores. Mas nÆo fechou acordo com os Estados, ao
menos por enquanto. "NÆo fechamos n£meros; o governo nÆo bateu o martelo", disse
Eduardo Braga, do Amazonas.
Extra¡do de "Nestor Kirchner aposta em via heterodoxa para
reerguer a Argentina", texto de Marco Aur‚lio Weissheimer no site Carta Maior de
22.7.03)
"Nesse curto per¡odo de tempo, implantou uma forma de
controle de capitais, aumentou o sal rio m¡nimo, as aposentadorias, e agora fala
em rever os contratos de privatiza‡Æo de servi‡os p£blicos, firmados na d‚cada
de 90, (…..) Al‚m disso, vem negociando com o Fundo Monet rio
Internacional (FMI) um acordo que permita ao pa¡s reestruturar sua d¡vida em
morat¢ria sem que isso implique assumir compromisso com um elevado super vit
prim rio, o que poderia agravar o quadro de recessÆo no pa¡s. (…) O l¡der
argentino defender (junto ao Presidente Bush, com quem se encontrar na
pr¢xima semana) que ‚ preciso dar tempo e espa‡o para a recupera‡Æo da
economia nacional, antes de exigir um ¡ndice de super vit prim rio excessivo
que acabe inibindo qualquer reativa‡Æo e agravando os indicadores sociais do
pa¡s"
NÆo, essa not¡cia nÆo ‚ do Brasil; ‚ da Argentina, e o
sujeito impl¡cito nas frases ‚ o seu Presidente, no cargo h DOIS meses. Como se
vˆ, h maneiras de conduzir um pa¡s sem ser elegendo os servidores p£blicos como
os "pagadores da conta". (Os grifos em todos os textos sÆo nossos)

