Edição 32 - 08/04/2009

Eleições Fortaleza – Chapa

 

Em tempos de crise, é preciso RESISTÊNCIA!

Depois de árdua luta, que durou mais de três anos em campanha salarial, em 2008, conseguimos alcançar uma grande conquista, com a implantação do subsídio e um reajuste substancial no salário para a maioria dos servidores, em três parcelas.

Contudo, o mundo sofre hoje os efeitos de uma das maiores crises de sua história. A crise econômica é acompanhada também de uma crise energética, ambiental e de valores na sociedade atual.

Na realidade, pode-se falar em uma crise de civilização, onde são questionadas as bases em que a chamada sociedade moderna se assentava: super-exploração do trabalho, consumismo desenfreado baseado no endividamento crescente, predomínio do setor financeiro sobre a economia produtiva, degradação do meio-ambiente e predomínio do mundo por uma única potência.

Não estão claras as saídas, entretanto não é mais possível continuar com o padrão anterior. E este é um debate do qual nós, servidores do Banco Central, demais servidores públicos e o conjunto dos trabalhadores não podemos nos furtar.

Historicamente, observamos que os responsáveis pelas crises, e nesse caso particular, o todo poderoso mercado financeiro desregulado e as autoridades monetárias coniventes, ideologicamente alinhadas com o consenso de Washington, vão continuar pressionando governos nacionais para socializar os prejuízos, retirar direitos dos trabalhadores, cortar gastos públicos, restringir direitos democráticos e, se necessário, recorrer à guerra.

Posto isso, entendemos que não só os nossos reajustes, mas também a mudança de paradigma que leve à construção de um país e um mundo mais justo, saudável e que preserve o planeta para as futuras gerações passam, necessariamente, pela nossa participação e mobilização.

Assim, o nosso sindicato deve se livrar das amarras que ainda prendem alguns ao pensamento hegemônico então vigente em nossa sociedade.

Se as famílias e empresas se retraem, é mais que evidente que o Estado precisa investir e gastar bem para ajudar a economia a sair do buraco. Travar-se-á, portanto, uma grande luta social, política e de idéias entre os que querem um verdadeiro desenvolvimento com distribuição de renda e redução das desigualdades sociais e os defensores do modelo que beneficia os rentistas. Os nossos reajustes salariais estão inseridos neste contexto.

Um aspecto fundamental desta luta diz respeito à redução drástica da Selic. Com a inflação em queda livre desde junho de 2008, com o desaquecimento da economia, a redução da demanda, etc, não há qualquer argumento plausível para a manutenção da Selic no nível atual. A última redução para 11,25%, quando voltamos ao patamar de abril de 2008, significou que em termos reais a atual taxa ainda é maior que aquela de 2008, com a agravante de que naquele período a inflação estava crescendo.

Nesse cenário, precisamos fortalecer o nosso Sindicato, ampliando a participação de todos os servidores e elevando o nível do debate e de luta para oferecer uma real RESISTÊNCIA às ameaças contra os nossos interesses e em prol de um país e um mundo mais equilibrado, justo e sem guerras que só trazem sofrimento e prejuízos para os povos.

Diante disso, a chapa "RESISTÊNCIA" se apresenta para auxiliar na organização dessa luta, à frente do Conselho Regional do Sinal em Fortaleza pelos próximos dois anos, com sua composição renovada. A seguir, os membros da chapa, em ordem alfabética:

  • Dimas Soares
  • Eduardo dos Santos
  • José Francisco Ribeiro (Joel)
  • José Roberto Alves
  • José Roberto Frota
  • Jomar Fonteles
  • Júlia Walesca Carvalho
  • Luis Carlos Paes
  • Nelson Castelo Branco
  • Uverlan Primo
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