MOVIMENTO POR UM BRASIL COM JUROS BAIXOS: MAIS PRODUÇÃO E EMPREGO
Sinal foi representado por dirigentes da regional de SP

Aparecido F. Sales com Paulo A. Skaf, presidente da FIESP
(Hotel Renaissance, 18/10/11)
O evento, patrocinado pela CUT, Força Sindical, FIESP, Abimac, dentre outras entidades, teve início no teatro do Hotel Renaissance e terminou com uma passeata do público até o prédio do Banco Central, na Avenida Paulista, que foi “abraçado”.
O deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT/SP) afirmou que nenhuma mídia, inclusive as de São Paulo, pretendia divulgar o evento, nem em matéria paga. A Folha de SP e o Estadão aceitaram veicular somente após solicitação direta do presidente da FIESP, Paulo Skaf. Isso demonstra cabalmente, segundo o deputado, a fusão de interesses entre a mídia retrógrada, engajada com os rentistas e afinada com o grande poder financeiro brasileiro.
Paulo Skaf disse que há interesse dos grandes rentistas em manter os juros altos. Segundo ele, o pagamento de juros pelo Governo Federal chegará a R$ 250 bilhões em 2011, aproximadamente TODA A MASSA SALARIAl BRASILEIRA e quase 4 vezes o valor a ser gasto com a saúde pública, R$ 72 bilhões.
A CUT afirmou que os mandatários do Copom não tem o direito de orientar a economia, definir os juros e decidir sobre a vida dos brasileiros a portas fechadas, sem consultar MINIMAMENTE a sociedade. Há um clamor pela redução dos juros, vindo da classe produtiva (trabalhadores e industriais – representados pelas Centrais Sindicais e pela FIESP), mas há um clamor e um lobby mais fortes do capital financeiro que lucra abusivamente com as altas taxas de juros do Brasil.
Segundo a CUT, o processo é legal, mas carente de legitimidade, uma vez que não consulta os reais interessados e verdadeiros construtores da economia desse país.
A opinião geral dos presentes é de que não há mais espaço para aumento de juros que subvertem a ordem econômica do país e transfere renda dos mais necessitados a uma classe parasita que nada produz e tudo lucra.
O Sinal aproveitou o evento para defender a regulamentação do art. 192 da Constituição Federal junto a representantes da indústria e trabalhadores. Foram distribuídos exemplares do livro "A Regulamentação do Artigo 192: Desenvolvimento e Cidadania", editado pelo Sinal, e foi lançada a “Carta Aberta à Sociedade Civil e aos Senhores Parlamentares”


