Edição 1 - 05/01/2012

Qualidade de Vida. Catracas: segurança ou controle de freqüência?


O Sinal está solicitando audiência com a Diretoria do Banco para entregar a Carta de solicitação de esclarecimetos sobre as catracas eletrônicas e o controle de freqüência.

Segundo a direção do BC, qualidade de vida no trabalho começa pela implementação da catraca eletrônica.

O Sinal não defende o não cumprimento das obrigações pertinentes ao trabalho. Ao contrário, defende  a  consideração das especificidades do nosso trabalho que, em muitos casos, poderia até ser feito a distância.
Somos a favor da  flexibilização do horário de trabalho, do turno único de seis horas para alguns setores − atendimento ao público, segurança e o “meio circulante” (distribuição e saneamento da moeda) – e, se implantadas as catracas como controle de freqüência, do “banco de horas”. Acreditamos que o BC deve se preocupar mais com a qualidade do trabalho, não com a simples contagem do tempo na estação de trabalho.
Entretanto, a administração utiliza o argumento da proibição de redução da jornada e não faz qualquer esforço para estudar a alteração da legislação.
O nível gerencial do BC reclama a falta de instrumentos para pressionar os servidores a cumprir o horário e produzir mais. Os chefes não querem incorrer no desgaste do controle de ponto e entendem que ele deve ser institucional. Também está sendo apresentada outra justificativa para as catracas,"melhorar a segurança”,
E, ainda, a percepção da administração do BC é de que se apertar mais um pouco não precisa contratar tanta gente para repor as aposentadorias.
Enfim, a atual direção não quer evoluir no debate ou estudo de novas formas de relacionamento de trabalho. Por que não testar a experiência do tele-trabalho ou trabalho por empreitada? Ou o confinamento (catraca) e o chicote (assiduidade) são mais eficientes na visão do BC?
Precisamos, e devemos, enfrentar essas discussões.
 

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