AOS (MUY) AMIGOS, TUDO; AOS SERVIDORES,
Como vocˆ pode ver, pela not¡cia da assessoria de imprensa do SINAL, a PEC Paralela continua, tr“pega, percorrendo os rduos caminhos da m -vontade legislativa estimulada pelo governo central.
Seu andamento mais acelerado parecia estar na dependˆncia do sucesso da “Opera‡Æo-Abafa” montada pelo governo para soterrar o escƒndalo Waldomiro Diniz. Se o assunto ca¡sse no esquecimento (o que nÆo ‚ improv vel), os trabalhos no Congresso poderiam voltar … normalidade, pelo menos at‚ junho, quando a maioria dos parlamentares j estaria totalmente dedicada …s elei‡äes. Mas se uma CPI fosse instalada, a¡ ‚ que a PEC paralela iria para o espa‡o.
Pois at‚ aqui nÆo aconteceu nem uma, nem outra coisa. Mesmo assim, os corredores do Congresso continuam parecendo um sururu no parque: os parlamentares, feito baratas tontas, s¢ se ocupam do caso Waldomiro, e o pr¢prio senador Magno Malta (PL-ES), que vinha tendo seus quinze minutos de m¡dia criando suspense em torno do “entrego-nÆo entrego” o requerimento da CPI (pela en‚sima vez prometeu-o para hoje, …s 10 horas) quer rever o veto do Cade … fusÆo da Nestl‚ com a Garoto, interesse direto do Estado que representa.
O governo come‡a a se preocupar com a dependˆncia de aliados para evitar as CPIs que possam decorrer do caso Waldomiro e para manter o ministro Dirceu na Casa Civil.
As “faturas” da alian‡a com os partidos de base nÆo param de chegar: s¢ com o PMDB, um partido rachado em muitos peda‡os, sÆo necess rios v rios acordos.
S¢ para exemplificar, Renan Calheiros (PMDB-AL) negocia com o governador Joaquim Roriz uma ajuda ao governo, a quem deu tr‚gua suspendendo a cria‡Æo de uma CPI no Distrito Federal que investigaria Geraldo Magela, advers rio do governador e um dos candidatos que teria recebido o dinheiro de campanha pedido por Waldomiro a Carlos Cachoeira. No Rio de Janeiro, outra banda do PMDB pleiteia vantagens para o Estado, em nome da governadora.
“Oficialmente”, os parlamentares que pleiteiam favores dizem querer investiga‡Æo a fundo. Ou seja: se conseguirem “emplacar” seus pedidos, pode ser que a CPI nÆo saia; e, se sair, sempre se pode manipul -la, indicando-se parlamentares “amigos”.
Vale lembrar que, quando Alo¡sio Mercadante (PT-SP) denunciou a farra do boi que o governo FHC propiciou ao mercado com o fim da paridade entre o d¢lar e o real, Jader Barbalho, entÆo l¡der do PMDB no Senado, foi destacado pelo governo para fingir que queria ver tudo apurado. Na pr tica, agiu justamente no sentido contr rio, e tudo deu … em nada.
E assim, mais uma vez, os servidores servem como escudo para o Planalto. Depois das ECs-20/98 e 41/03 imporem todos os seus sacrif¡cios, a PEC paralela – que j come‡ou como um artif¡cio “esperto” do governo, pelas mÆos de TiÆo Viana (PT-AC) – ainda serve como instrumento de manobras escusas.
NÆo importa que estejam impl¡citas naquele instrumento legal 6.500.000 cidadÆos brasileiros que dependem de sua aprova‡Æo para ter seus novos sacrif¡cios minimizados; nÆo importa que essas mesmas pessoas venham de um arrocho salarial de quase uma d‚cada, tenham tido um aumento ris¡vel em 2003 (que provavelmente se repetir em 2004) e venham tendo barradas pelo governo, sistematicamente, suas pretensäes de sal rio e carreira.
Cada vez mais, cresce aos olhos de quem sabe ver que importam aos dirigentes do pa¡s seus pr¢prios bolsos e interesses. Da¡ dar-se aos (muy) amigos o que pedem, e aos servidores … o que est na lei (que eles fazem).

