Edição 28 - 19/03/2012

Editorial

Depois de uma assembleia bastante concorrida para reinício de mobilização, devemos pensar e estruturar os próximos passos.
Em primeiro lugar, somos obrigados a reconhecer as dificuldades que teremos para sensibilizar o governo. Apesar da recuperação salarial obtida pela maioria dos servidores públicos durante o governo Lula, já acumulamos uma perda razoável no poder de compra. Para isso, é essencial mostrarmos força, unindo-nos aos vários movimentos reivindicatórios.
Estamos em quatro frentes: junto ao ciclo de gestão e ao núcleo financeiro, onde a principal luta é pelo nível superior para os técnicos; junto às 35 entidades que representam mais de 3 milhões de servidores, para a abertura das negociações; e junto à Receita e Polícia Federal, para reposição das perdas acumuladas. Quando for possível, negociaremos em separado nossa pauta salarial aprovada na AND.

Compreendemos os argumentos do Executivo de que o mundo está em crise, mas, decididamente, esses argumentos não são suficientes para justificar o congelamento salarial. A arrecadação está crescendo, o superávit primário também e, com certeza, nós, servidores públicos, não quebraremos o país com nossas reivindicações. Ao contrário, somos a garantia da continuidade das atividades de Estado e da prestação de serviço à população.

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