Carreiras de Estado, em entrevista coletiva, contestam informações do Planalto com dados do próprio governo
Os primeiros dados apresentados pelo coordenador da UCE, e presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, foram retirados do Boletim estatístico do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) – responsável pelas negociações com o servidores, editado em maio. Em 1995, o percentual de gastos com despesas de pessoal em relação à despesa corrente da União era de 19,8%; em abril deste ano, esse montante foi reduzido para 14,2% (página 32, tabela 1.15).
Embora a economia brasileira tenha crescido e arrecadado mais, o governo não investiu proporcionalmente no serviço público, tanto que a despesa de encargos com pessoal está em um dos mais baixos patamares da história, apenas 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Em dezembro de 2002, o índice era de 4,8%.
Da mesma forma, os salários dos servidores do Banco Central, como mostra o gráfico preparado pela presidência do Sinal-Brasília, intitulado “Volta, Itamar”, sofreram queda vertiginosa em relação à primeira metade da década de 1990.
Além de não aceitarem a manipulação dos dados oficiais, as Carreiras de Estado denunciam também o autoritarismo do Planalto, que tenta colocar a sociedade contra os que lhe serve.
O governo Dilma Rousseff está sendo denunciado por centrais sindicais e sindicatos por suas medidas antisindicais e de desrespeito ao direito de greve, a exemplo do Decreto 7.777/12, a utilização da lei da transparência contra os servidores e de ações na Justiça contra algumas categorias de servidores, como a dos fiscais agropecuários.
As Carreiras de Estado aguardam as reuniões desta semana com o Planejamento. Já são quase dois anos de conversas sem qualquer proposta do Executivo.
A depender dos resultados, as carreiras reunidas da UCE podem, na próxima semana, deflagrar greve por tempo indeterminado.
Pelos 23% Já!
Em defesa do serviço público!


